Escola de São Sebastião da Vargem Alegre adere à greve



A Escola Estadual Ormezinda Alves Duarte, em São Sebastião da Vargem Alegre, aderiu a greve dos professores.

Segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), subsede de Muriaé, em Muriaé as escolas Mário Macedo e Engenheiro Orlando Flores estão totalmente paradas. Escolas de Eugenópolis e Miradouro também aderiram à greve. Há ainda outras escolas em greve parcial.

Nessa quinta-feira (22), Sind-UTE promoveu um protesto na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. A intenção foi chamar a atenção do governador Fernando Pimentel para as demandas da categoria.




Reivindicações dos professores

Segundo o Sind-UTE, parte dos trabalhadores está sem salário há dois meses e inclusive sem o pagamento do décimo terceiro de 2017.

Os servidores ainda reclamam do atendimento do plano de saúde do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG), que faltariam especialistas e clínicas credenciadas para atendimentos.

De acordo com os servidores, o Governo de Minas tem feito desconto de empréstimos consignados na folha e o dinheiro não vem sendo repassado aos bancos. Diante da situação, os trabalhadores estariam ficando com o nome sujo.

Ainda de acordo com o Sind-UTE, as escolas estão sem receber repasses para merendas e manutenção.

Veja nota dos professores explicando sua luta

Em 2015, após sete anos de lutas pelo pagamento do Piso Salarial, três grandes e intensas greve, dois acordos descumpridos pelos governos, finalmente, a categoria conquistou uma lei estadual com a política do Piso Salarial Profissional Nacional.

A Lei Estadual 21.710/15 garantiu o pagamento de vencimento básico e não mais o subsídio, os reajustes anuais do Piso e estabeleceu uma política de pagamento e incorporações de abonos para que, em julho de 2018, finalmente, o Governo de Minas pague o Piso Salarial.

Desta forma, a categoria aceitou um processo de longo prazo, abriu mão, naquele momento, de várias outras questões salariais e de carreira com o objetivo de conquistar o Piso Salarial. Importante destacar que ao conquistar uma lei, seria possível evitar o desgaste de iniciar a mesma luta a cada ano, garantindo uma política permanente. No entanto, contrariando a legislação estadual e o próprio acordo assinado, o governo estadual acumulou dois reajustes (2017 e 2018) sem o pagamento à categoria.

Se forem consideradas as recentes decisões sobre parcelamento do 13º salário, adiamento do ano escolar, escalas de pagamento, suspensão das nomeações de concurso, além do não cumprimento dos reajustes do Piso Salarial e outras questões dos Acordos assinados, conclui-se que a posição do governo foi a de não realizar mais negociação com a categoria.

Foi com este contexto, além dos limites impostos pela legislação eleitoral, que o Conselho Geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) convocou a primeira assembleia estadual já para o primeiro mês do ano escolar e com indicativo de greve, no dia 8 de março.

Fonte: Guia Muriaé

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