Ex-policial militar é condenada a 12 anos de prisão pelo assassinato de PM em Bom Jesus do Itabapoana

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o crime foi motivado por ciúmes, após o término do relacionamento entre os dois. De acordo com a acusação, Kelly teria ido até o local onde Fábio estava na companhia de outra mulher e efetuado um disparo que atingiu o abdômen do subtenente, provocando sua morte.
O julgamento, que durou mais de 12 horas e teve grande presença do público, resultou na condenação da ré, que até então respondia ao processo em liberdade. Logo após a sentença, Kelly foi presa em flagrante no próprio tribunal.
A condenação foi obtida pelo Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GAEJURI/MPRJ), coordenado pela promotora Simone Sibilio, com a atuação dos promotores Matheus Rezende e Mariáh Soares da Paixão, e o apoio da promotora Rafaela Kasper Braghini.
Relembre o caso
Na madrugada do dia 11 de junho de 2022, o subtenente Fábio da Rocha Corrêa, de 44 anos, lotado no 36º Batalhão da PM com sede em Santo Antônio de Pádua, foi baleado no condomínio Vale do Ypê. Apesar do socorro rápido realizado pelo Corpo de Bombeiros, Fábio não resistiu aos ferimentos e faleceu no Hospital São Vicente de Paulo.
Na ocasião, Kelly, que era cabo da Polícia Militar e lotada no 29º Batalhão em Itaperuna, foi detida no local. Inicialmente, ela alegou que dois criminosos teriam atirado contra o subtenente, mas uma testemunha confirmou que a ex-companheira foi a autora do disparo fatal. Com ela, foi apreendida uma pistola calibre 380.
Após o flagrante, Kelly foi levada para a Delegacia de Polícia Judiciária Militar em Campos dos Goytacazes, onde permaneceu à disposição da Justiça.
O 36º BPM emitiu nota lamentando a morte do subtenente Fábio, destacando sua dedicação e o apreço que tinha na comunidade.
Fonte: Guia Muriaé











