Morador de Viçosa é suspeito de integrar quadrilha que usava a Havan para aplicar golpes em clientes da loja

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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prestou apoio, nesta quinta-feira (26/3), à operação Dublê, deflagrada pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes e lavagem de dinheiro.

No município de Viçosa, na Zona da Mata mineira, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão nos bairros Cléria Bernardes e Silvestre, ambos vinculados a um investigado apontado como responsável pela programação de sistemas utilizados para pulverização de valores provenientes dos crimes de estelionato e lavagem de dinheiro. Durante a ação, foram apreendidos materiais, os quais serão analisados no curso das investigações.

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As medidas cautelares cumpridas hoje têm como finalidade a coleta de elementos probatórios adicionais, especialmente dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais que possam contribuir para a completa elucidação dos fatos e identificação de outros envolvidos.

A operação, coordenada pela Delegacia de Defraudações (Deic) da PCSC, ocorre de forma integrada às polícias civis de outros estados, com o cumprimento de ordens judiciais também em cidades de São Paulo e do Paraná.

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Levantamentos policiais

As investigações tiveram início após a identificação da abertura fraudulenta de conta bancária em nome de uma empresa, em uma plataforma de pagamentos, mediante uso indevido de seus dados empresariais, sem autorização dos representantes legais.

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No dia 14 de agosto de 2025, essa conta recebeu mais de R$ 570 mil, em um período de 24 horas, provenientes de vítimas de golpes cometidos em diversos estados do país. Após o recebimento, esses valores eram rapidamente transferidos para contas vinculadas ao grupo criminoso, sendo então pulverizados por meio de diversas transações. O objetivo era dificultar o rastreamento dos recursos obtidos de maneira ilícita.

A análise financeira apontou a utilização de mecanismos típicos de lavagem de dinheiro, como fragmentação de valores, transferências sucessivas entre contas de interpostas pessoas, repasses imediatos de valores idênticos (prática conhecida como mirroring), além do uso de empresas para dissimular a origem dos recursos.

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Ao todo, sete suspeitos foram identificados por envolvimento direto na movimentação e ocultação dos valores, atuando de forma estruturada para obtenção de vantagem ilícita e posterior inserção dos recursos no sistema financeiro formal, um deles em Minas Gerais.

“A atuação integrada das polícias civis dos estados é fundamental para o enfrentamento qualificado de crimes cibernéticos e financeiros, especialmente aqueles praticados por organizações estruturadas, que operam de forma interestadual”, destacou o delegado responsável pelas ações em Minas Gerais, José Donizetti.

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Fonte: PCMG

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