Padrasto suspeito de quebrar perna de bebê é indiciado por maus-tratos e vai responder processo em liberdade
Menino de 2 anos teve o fêmur quebrado e passou por cirurgia; suspeito responde em liberdade com monitoramento
A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou um homem de 29 anos por maus-tratos contra o enteado, um bebê de apenas 2 anos, em Juiz de Fora. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (6), e o caso foi enquadrado com agravantes devido à gravidade das lesões e à idade da vítima.
Segundo o delegado responsável pela investigação, o crime foi qualificado pela ocorrência de lesão corporal de natureza grave, além do aumento de pena previsto em lei por se tratar de vítima menor de 14 anos.
O episódio ocorreu no dia 14 de março. Na ocasião, a mãe da criança, de 24 anos, também chegou a ser detida, mas a situação atual dela não foi detalhada pelas autoridades.
De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, o investigado permaneceu preso inicialmente no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp), sendo posteriormente liberado no dia 24 de março, mediante uso de tornozeleira eletrônica.
Conforme o registro policial, a criança deu entrada no Hospital de Pronto Socorro com fratura no fêmur esquerdo e, posteriormente, foi transferida para a Maternidade Terezinha de Jesus, onde passou por procedimento cirúrgico.
A suspeita de violência surgiu após avaliação de profissionais de saúde, que consideraram incompatível a explicação apresentada com o tipo de lesão. Familiares relataram ainda que o menino já apresentava indícios de agressões anteriores, como uma fratura na tíbia e marcas pelo corpo.
Em depoimento, a mãe informou que havia deixado os filhos sob os cuidados do companheiro enquanto trabalhava. O suspeito, por sua vez, negou as agressões e afirmou que a lesão teria ocorrido durante uma brincadeira, inicialmente interpretada como um machucado leve.
O caso segue em apuração e deve ter novos desdobramentos a partir da manifestação do Ministério Público de Minas Gerais e do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, responsáveis pela condução judicial do processo.
Fonte: Guia Muriaé, com informações do G1











