Polícia Civil confirma que madrasta envenenou enteado e companheiro com chumbinho

Durante as diligências, foi localizada no interior do quarto da investigada uma substância armazenada separadamente que, segundo exames periciais, trata-se de “chumbinho”, produto tóxico comumente utilizado como raticida. No entanto, os testes realizados especificamente no feijão consumido pelas vítimas apresentaram resultado negativo para a presença da substância.
Dessa forma, não é possível afirmar que o feijão tenha sido o alimento utilizado como veículo para a administração do veneno. Ainda assim, todos os elementos reunidos até o momento apontam que o chumbinho foi, de fato, o agente utilizado na tentativa de envenenamento.
Em depoimento, uma das vítimas relatou que, no dia dos fatos, consumiu macarrão, feijão e frango, e que percebeu uma substância escura no fundo do prato, tendo questionado a autora, que teria alegado tratar-se de tempero. A perícia também constatou que algumas vasilhas da residência haviam sido lavadas antes da chegada da equipe, o que pode indicar tentativa de ocultação de vestígios.
Segundo o delegado responsável pela investigação, Conrado Guedes, a motivação do crime estaria relacionada a conflitos anteriores da investigada com o pai do menino. Entre os fatores apurados estão a não aceitação do resultado positivo do exame de DNA que comprovou a paternidade, a insatisfação com o pagamento da pensão alimentícia e relatos de ciúmes em relação à mãe da criança.
Com o autoextermínio da investigada, e conforme o artigo 107 do Código Penal, o inquérito será concluído e encaminhado ao Poder Judiciário com sugestão de arquivamento.
A Polícia Civil reitera seu compromisso com a elucidação dos fatos e informa que o laudo final das substâncias deve ser concluído nos próximos dias, assim como outros exames complementares, incluindo avaliação psicológica da investigada, exames toxicológicos para comprovação de autoenvenenamento e automutilação, além de análise para verificar eventual ingestão de bebida alcoólica.
Novas informações poderão ser repassadas à imprensa após o encerramento das investigações. O menino de 6 anos segue internado e o pai já recebeu alta médica.
Fonte: PCMG











