Professora é encontrada morta com sinais de violência sexual e filho é preso suspeito do crime que teria sido motivado por dívidas em apostas
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, na última sexta-feira (25/7), um homem de 32 anos suspeito de matar a própria mãe, uma professora de 56, em Belo Horizonte. O investigado foi detido em cumprimento de mandado de prisão temporária.
Segundo levantamentos, o crime teria ocorrido em uma sexta-feira (18/7), e, na noite do dia seguinte, o suspeito registrou na polícia o desaparecimento da mãe. O corpo da vítima foi encontrado no domingo (20/7), debaixo de um viaduto em Vespasiano, Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).Apurações apontam que no dia do crime, após se desfazer do corpo da vítima, o investigado partiu em uma viagem pré-agendada com amigos.
Durante as investigações, os policiais perceberam inconsistências entre a narrativa do suspeito e as apurações. Mais indícios foram encontrados e a PCMG representou pela prisão do investigado, que confessou o crime.
“A lógica jurídica de uma prisão temporária é a prisão de um suspeito que tem indícios contra ele e que a prisão favorece a apuração, mas existem ainda muitos outros pontos a serem esclarecidos para chegar à conclusão da investigação”, explicou o delegado Álvaro Homero Huertas dos Santos, chefe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
De acordo com delegada responsável pelas investigações, Ana Paula Rodrigues de Oliveira, quando interrogado, o suspeito teria afirmado que estava discutindo com a mãe por causa das dívidas que ele tinha, várias delas adquiridas por causa de jogos on-line, momento em que ele teria tido um surto e enforcado a vítima. “Ainda há lacunas a serem preenchidas. Os laudos periciais não estão prontos, e são fundamentais para esclarecer as circunstâncias e a causa da morte”, declarou a delegada.
Filho que confessou assassinato de professora é transferido de presídio após ameaças
O filho da professora Soraya Tatiana Bomfim França, de 56 anos, foi transferido de presídio após sofrer ameaças de morte por parte de outros detentos. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp), que informou que Matteos França Campos, de 32 anos, deixou o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira e foi levado para o Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Matteos está preso desde a última sexta-feira (25), após confessar ter matado a própria mãe por enforcamento dentro da casa onde ela morava, em Belo Horizonte. O corpo da vítima foi transportado pelo suspeito no porta-malas do próprio carro e abandonado sob um viaduto, sendo encontrado no último domingo (20).
A Justiça converteu a prisão temporária do investigado em prisão preventiva no domingo (27), o que significa que ele poderá permanecer preso por tempo indeterminado enquanto o inquérito policial e o processo judicial seguem em andamento.
Investigação e confissão
Segundo a Polícia Civil, Matteos, ex-funcionário público, alegou ter cometido o crime após uma discussão motivada por problemas financeiros. Conforme a delegada Ana Paula Rodrigues de Oliveira, responsável pela investigação, o homem acumulava dívidas com apostas online, o que teria gerado repetidos desentendimentos com a mãe e culminado no assassinato.
Durante coletiva de imprensa, a delegada afirmou que o suspeito relatou ter tido um “surto” no momento da briga. Após o crime, ele viajou para cumprir um compromisso previamente agendado e retornou a Belo Horizonte, passando a viver com o pai.
O laudo da autópsia, que poderá indicar a causa definitiva da morte, ainda está sendo aguardado. A Polícia Militar relatou que o corpo apresentava marcas semelhantes a queimaduras nas coxas e sinais de sangramento na região íntima, mas, até o momento, não há indícios de violência sexual. Uma armação de óculos foi encontrada próxima ao local onde o corpo foi deixado, sem documentos de identificação.
Homenagem e comoção
Soraya Tatiana nasceu na Bahia, mas residia em Belo Horizonte há quase 40 anos. Professora de História no Colégio Santa Marcelina, na região da Pampulha, ela era querida por colegas e alunos. A instituição divulgou nota de pesar e compartilhou nesta segunda-feira (28) uma homenagem em vídeo à educadora, que emocionou a comunidade escolar.
“Mesmo em meio à saudade, seguimos firmes na missão em que ela tanto acreditava: educar com valores, formar corações e transformar vidas. Seu legado continuará florescendo em nossos corredores, em nossas salas e, principalmente, na vida de cada estudante que por aqui passar”, diz o texto que acompanha o vídeo.
A publicação já acumula milhares de curtidas e comentários de despedida e gratidão à professora. “Você foi luz na vida de todos nós — espalhou amor, cultivou alegria e sempre acreditou no melhor de cada pessoa”, escreveu uma internauta.
A investigação do caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil de Minas Gerais.
Fonte: Guia Muriaé, com informações da CNN e PCMG











