Mulher assassinada em encontro por aplicativo disse ter medo do homem: ‘Ele tem uns fetiches meio doido’
Corpo de Ana Clara Veloso, de 19 anos, foi deixado em frente à casa do assassino confesso, Jonathan Martins, em Ubá. Polícia investiga se um desacerto no pagamento motivou o crime.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Giovane Rodrigues de Faria Dantas, Ana Clara marcava encontros por meio de um aplicativo e estava de passagem pelo município. Horas antes do crime, ela enviou mensagens a uma amiga demonstrando apreensão sobre o cliente que iria atender.
A vítima havia alugado uma suíte de uma moradora local, que já prestou depoimento. Também foram ouvidos um vizinho e o proprietário do imóvel ocupado pelo investigado. O celular da jovem ainda não foi localizado, enquanto o do suspeito foi apreendido.
Em depoimento, Jonathan afirmou que a discussão que antecedeu o crime teria ocorrido por causa do pagamento do programa, combinado em R$ 700. Segundo ele, queria parcelar o valor, versão que ainda é apurada pela polícia. O laudo de necropsia e os vestígios coletados seguem em análise, e a conclusão do inquérito está prevista para a próxima semana.
Após a divulgação do caso, outras mulheres procuraram a delegacia para relatar situações envolvendo o suspeito. Uma delas disse ter sido abordada por ele na rua, no mesmo dia do homicídio, e relatou tentativa de levá-la para casa. Uma menor de idade afirmou ter sido vítima de estupro pelo mesmo homem.
As investigações também apuram a suspeita de que Jonathan Martins tenha deixado o estado do Rio de Janeiro para fugir de outro crime. Segundo a Polícia Civil, ele é natural de Volta Redonda (RJ) e foi apontado como suspeito de um homicídio ocorrido em junho. “Estamos em contato com a Polícia Civil do Rio de Janeiro para obter mais informações”, informou o delegado Giovane Dantas.
A reportagem tenta localizar a defesa de Jonathan Martins, que permanece detido.
Fonte: Guia Muriaé, com informações do G1











