Sobe para 46 o número de mortos em Juiz de Fora e Ubá após forte chuva; 21 estão desaparecidos
Chuva que caiu na região no início da semana deixou dezenas de mortos e milhares de desabrigados.
O número de mortos em decorrência das fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira subiu para 46, conforme atualização divulgada pelo Corpo de Bombeiros na tarde desta quarta-feira (25). As equipes seguem no segundo dia de buscas por desaparecidos, principalmente em Juiz de Fora e Ubá.
Em Juiz de Fora, foram confirmadas 40 mortes, com 19 pessoas ainda desaparecidas. Já em Ubá, são seis óbitos e dois desaparecidos. Inicialmente, sete mortes haviam sido divulgadas na segunda cidade, mas uma delas — causada por eletrocussão — não foi considerada decorrente diretamente das chuvas.
Segundo a corporação, 208 pessoas foram resgatadas com vida na região. Em Juiz de Fora, há cerca de 3.000 desabrigados e 400 desalojados. Em Ubá, são 26 desabrigados e 178 desalojados.
A cidade de Juiz de Fora, a mais afetada, permanece em estado de calamidade pública desde a madrugada de terça-feira (24). Ao todo, quase 800 ocorrências foram registradas no município, a maioria relacionada a deslizamentos, ameaças de escorregamento de talude e alagamentos. Cerca de mil pessoas seguem sem energia elétrica.
De acordo com levantamento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Juiz de Fora é a 9ª cidade brasileira com maior população vivendo em áreas de risco para deslizamentos, enchentes e enxurradas. Dos 540 mil habitantes, aproximadamente 128 mil (23,7%) residem em regiões classificadas como vulneráveis.
Entre as vítimas estão uma técnica de enfermagem, que foi resgatada com vida após permanecer mais de 15 horas sob escombros, mas não resistiu, e um policial penal que morreu ao tentar salvar familiares e vizinhos durante um deslizamento.
As operações de busca continuam em oito frentes de trabalho, enquanto a previsão meteorológica indica possibilidade de novos temporais na faixa centro-sul de Minas Gerais. Autoridades reforçam o alerta para que moradores evitem áreas de risco e priorizem a segurança.
Fonte: Guia Muriaé, com informações do G1











