Tragédia em MG: número de mortos pelas chuvas na Zona da Mata sobe para 69

Bombeiros buscam por quatro desaparecidos em Juiz de Fora e Ubá; quatro pessoas chegaram a ser resgatadas, mas não sobreviveram aos ferimentos

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O número de mortes provocadas pelas fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata mineira, subiu para 69 após a localização de mais um corpo no Bairro Parque Burnier. O resgate foi realizado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, encerrando as buscas no local do deslizamento registrado na última segunda-feira (23).

O Parque Burnier foi o ponto mais atingido pelo temporal. Um complexo com 12 casas desabou após o deslizamento de terra. Antes do novo corpo ser encontrado, já haviam sido localizadas no mesmo ponto uma menina de dois anos e uma mulher de 39 anos, ambas da mesma família. Ao todo, 20 pessoas moravam no conjunto de residências.

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Buscas continuam

Apesar do encerramento das buscas no Parque Burnier, as equipes seguem mobilizadas em outros bairros de Juiz de Fora. Há procura por uma pessoa no Bairro Linhares e por uma criança no Bairro Paineiras.

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Entre os desaparecidos está Pietro, de nove anos, que continua sendo buscado no Paineiras. No mesmo local, já foram encontrados os corpos das duas irmãs dele, de seis anos, além da mãe e do padrasto.

Em Ubá, duas pessoas permanecem desaparecidas.

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Mortes após resgate

Quatro vítimas chegaram a ser resgatadas com vida nos últimos dias, mas não resistiram aos ferimentos. Segundo o Governo de Minas Gerais, o aumento no número de mortes sem redução imediata no total de desaparecidos se deve ao fato de que algumas vítimas foram socorridas inicialmente com vida — muitas vezes por populares — e faleceram horas ou dias depois.

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As informações foram detalhadas por autoridades durante coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (27).

O que provocou o temporal

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De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a tragédia foi resultado da combinação de fatores meteorológicos.

Segundo o coordenador-geral do órgão, Marcelo Celutci, houve atuação simultânea de uma massa de ar muito úmida, a passagem de uma frente fria e a temperatura da superfície do mar acima da média. Esse cenário elevou a instabilidade atmosférica e favoreceu a ocorrência de chuvas intensas.

Embora os alertas meteorológicos sejam amplos, eventos extremos tendem a ocorrer de forma localizada. No caso de Juiz de Fora, a topografia complexa e as encostas voltadas para o oceano — que recebem diretamente a umidade marítima — contribuíram para agravar os impactos.

A região segue em estado de atenção, com monitoramento contínuo das áreas de risco.

Fonte: Guia Muriaé

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