Alimentação balanceada e com memória afetiva equilibra e melhora a qualidade de vida

alimentUma alimentação saudável e balanceada precisa de nutrientes adequados na qualidade e quantidade.

No entanto, a nutricionista do Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), Beatriz Garcia da Silva, observa que a representação social, cultural e emocional do alimento nutre memórias afetivas que fazem parte de uma alimentação com equilíbrio e saúde.

“Aquele bolo de milho feito pela nossa avó ou aquela comida típica da região com ingredientes caseiros e naturais, contribui não somente para o bom funcionamento do corpo, mas também para questões psicossociais que estão relacionadas com o alimento”, observou ao destacar outro aspecto muito importante para uma alimentação saudável. “Ao contrário do que muitos pensam, a alimentação balanceada não precisa ser cara. O ideal é você procurar consumir alimentos da sua região, ao invés de importados”, disse Beatriz ao sugerir alimentos que estão na safra que, normalmente, têm preços mais acessíveis. Daí em diante, basta organizar uma lista de compras, visitar feiras, reduzir o consumo de carnes e priorizar vegetais,

Essas e outras orientações nutricionais estão sendo seguidas pelo garoto Ruan Souza, 11 anos, que foi encaminhado ao CIIR para tratamento para redução de peso. Acompanhado pela tia Maria Benedita Reis de Souza, 44, que está atenta às orientações para a necessidade de mudanças de comportamento do pequeno usuário para alcançar o objetivo.

“Ele tava com sobrepeso e a mãe ficou preocupada e logo foi em busca de ajuda profissional para o filho, porque é muito difícil um garoto fazer dieta sem orientação profissional. São muitas as tentações para ele”, comentou a tia.

O pequeno usuário foi encaminhado via Regulação Estadual e já está no retorno consulta para avaliação dos exames realizados.

Ruan informa que, entre as restrições alimentares, ele sentiu mais em evitar algumas coisas que ele diz gostar muito. “É para evitar gordura, refrigerante, alimentos processados, biscoito. Já faço atividade física também. Estou seguindo”, disse orgulhosamente o pequeno usuário do CIIR.

“Aqui, meu sobrinho já fez vários exames. Ele também já está seguindo as orientações e já é visível a mudança dele que também quer emagrecer”, comentou Maria Benedita que reside em Belém.

De acordo com Beatriz Garcia, a conduta elaborada para o Ruan é baseada na reeducação alimentar, estipulando metas para mudanças de estilo de vida e orientações sobre o consumo de alimentos fonte de ferro e suplementação. “Não tem diagnóstico fechado dele para nenhuma deficiência, apenas obesidade”.

Segundo a nutricionista, de janeiro a junho deste ano, foram realizadas cerca de 1.200 consultas com a especialidade. “A partir de setembro, vamos promover uma nova ação com diárias nas áreas de atendimento para repasse de orientações nutricionais aos usuários e acompanhantes do CIIR”.

Dicas de alimentação com alimentos regionais e preços acessíveis

Aumentar o consumo de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCS), que são fontes de proteínas, potássio, cálcio, fósforo, ferro, vitamina A , fibras e complexo B. Essas espécies estão muito presentes na região Norte e podem ser consumidas em saladas, sucos e chás: alfavaca, coentro, cumaru, hortelã do norte, taioba, chicória, entre outros.

Consumir alimentos fontes de ômega 3, que possuem ação anti-inflamatória, previnem e tratam doenças cardiovasculares, são fontes nos seguintes alimentos: peixes, castanha-do-pará ou de caju, tucumã, pupunha, buriti.

Consumir mais frutas regionais, ao invés de buscar por frutas que não são comuns na região Norte e por isso tendem a ser mais caras. Temos uma variedade: bacuri, açaí, cupuaçu, murucí, taperebá, graviola, todas ricas em nutrientes.

Estrutura de atendimento

Os usuários podem ter acesso aos serviços por meio de encaminhamento das Unidades de Saúde, acolhido pela Central de Regulação de cada município, que por sua vez encaminhará à regulação Estadual, onde o pedido será analisado conforme perfil do usuário, através do Sistema de Regulação.

Fonte: Agência Pará

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