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Campanha alerta sobre os riscos da pressão alta


Para alertar a população dos riscos da pressão alta, a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) inicia nesta quinta-feira (26), Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, a campanha Meça sua Pressão.
A iniciativa visa a informar e orientar sobre a importância de fazer a aferição regular da pressão arterial e de como prevenir a doença. São consideradas hipertensas pessoas com pressão arterial maior que 140/90 mmHg, mas, de acordo com a nova diretriz americana, esse parâmetro já baixou para 130/80 mmHg. “A hipertensão arterial é uma doença silenciosa, pois não causa sintomas e é progressiva. Atinge homens e mulheres e 32,5% dos brasileiros sofrem com ela”, explica a enfermeira Grazia Guerra, coordenadora da campanha.

Haverá ainda uma ação conjunta com o Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia, representante brasileiro para a ação MMM-18 da Sociedade Internacional de Hipertensão. Em termos globais, a campanha visa a medir a pressão arterial de cerca de 25 milhões de pessoas durante o mês de maio, dedicado mundialmente à hipertensão arterial.




Bate-papo

A hipertensão arterial foi o tema do talk show promovido na última quarta-feira (25) pelo Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para debater o que é e como combater a pressão alta. O cantor e compositor Gilberto Gil, que é hipertenso, foi o convidado especial e falou sobre sua rotina para cuidar da hipertensão.

“Quando fui preso, em 1968, tomei contato na prisão com um sistema alimentar, a macrobiótica. Diminuí o sal da comida, a carne, passei a comer grãos, enfim, quando saí da prisão adotei essa dieta com mais facilidade e utilizei a macrobiótica como monitor”. Ele disse que não se tornou adepto permanente, mas fez uma variação da alimentação. “Sempre procurando equilibrar, especialmente com um percentual expressivo de grãos, cereais, leguminosas e verduras e passei a preferir comidas cozidas”.

Gil disse que leva uma rotina simples, com exercícios físicos. “Faço exercícios, já fiz ioga e ainda faço um pouco dela”. Uma dica do cantor é procurar variar nas atividades. “Outra coisa também é aprender a fazer seus próprios exercícios em função do desempenho que você tem. O exercício é dos bons hábitos de vida”, sugere Gil.

O bate-papo foi mediado pelo médico Roberto Kalil Filho, diretor do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês, e pela coordenadora médica Roberta Saretta.Também participaram a cardiologista do Núcleo de Reabilitação Cardiopulmonar Amanda Gonzales Rodrigues, as cardiologistas do Núcleo de Hipertensão Arterial Fernanda Consolim Colombo e Juliana Gil de Moraes, a coordenadora do Núcleo Avançado de Nefrologia, Liliana Bahia Pereira Secaf, e a nutricionista da Unidade Coronariana, Natalia de Oliveira, Carvalho, todos do Sírio-Libanês

Durante o bate-papo, Roberta Saretta explicou que a hipertensão é multifatorial, o que eleva em torno de 30% o risco de qualquer pessoa ser hipertensa. “Isso tendo uma vida regrada, sendo magro, fazendo exercícios, com uma qualidade de vida adequada, dieta equilibrada, essa chance é de 30%. Porém, se a gente ajuda o meio ambiente no sentido negativo, ou seja, se não faz atividade física, está com excesso de peso, tem alimentação com excesso de sal, fuma, não tem sono adequado, então isso incrementa enormemente o risco [de ser hipertenso]”, adverte.

A cardiologista Amanda Gonzales Rodrigues lembrou que o exercício físico é fundamental para combater a hipertensão. “Os números mostram que a prevalência de hipertensão nos últimos dez anos aumentou 14%, de obesidade, 60%, e a prática de exercícios aumentou somente 7%. Segundo ela, o exercício é uma das estratégias mais importantes tanto na prevenção quanto no tratamento.

Fatores de risco

De acordo com o Hospital Sírio-Libanês, no Brasil a hipertensão arterial atinge 32,5% (36 milhões) de indivíduos adultos, mais de 60% dos idosos, contribuindo direta ou indiretamente para 50% das mortes por doença cardiovascular. “Dados do Ministério da Saúde mostram que um em cada cinco indivíduos sofrem da doença e apenas 20% fazem o controle adequado”, explica o diretor do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês, Roberto Kalil Filho.

Diversos fatores contribuem para a elevação da pressão arterial, entre eles o envelhecimento da população, a obesidade, o consumo excessivo de sal, sedentarismo e o uso abusivo de bebida alcoólica e drogas. A melhor forma de combater a doença, além da utilização de medicação adequada, é adotar hábitos saudáveis, alimentação rica em frutas, oleaginosas e sais minerais, além da prática de exercícios físicos.

Fonte: Agência Brasil

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