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Casos de leptospirose podem aumentar com as chuvas

Leptospirose




A leptospirose, também conhecida como Mal de Adolf Weil ou Síndrome de Weilb – na sua forma mais grave, é uma doença potencialmente grave, principalmente em períodos chuvosos. A doença, causada pela bactéria Leptospira interrogans, já foi registrada em todo o mundo, exceto nas regiões polares, e pode acometer qualquer pessoa, independente de idade ou sexo.

Em 2012, 89 casos da doença foram registrados e oito pessoas morreram no Estado. Por isso, é importante esclarecer sobre como a leptospirose é adquirida e como se pode evitá-la.

O rato de esgoto ou ratazana é o principal responsável pela infecção humana. A bactéria fica hospedada no roedor, que a elimina pela urina. Depois de eliminada, a bactéria sobrevive no solo úmido ou na água.

“O principal reservatório são os roedores domésticos das espécies Rattus norvegicus, Rattus rattus (rato de telhado ou rato preto) e Mus musculus (camundongo ou catita). Ao se infectarem, não desenvolvem a doença e tornam-se portadores, abrigando a leptospira nos rins e eliminando-a viva no meio ambiente, contaminando, desta forma, água, solo e alimentos”, esclarece a especialista em leptospirose da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Mariana Gontijo.

“Caninos, suínos, bovinos, equinos, ovinos e caprinos também são reservatórios da bactéria. Os seres humanos são apenas hospedeiros acidentais e terminais dentro da cadeia de transmissão”, completa Mariana.

Cuidados

Quando ocorrem inundações, deve ser evitado o contato desnecessário com a água e a lama. Se a residência for inundada, deve-se desligar a rede de eletricidade para evitar acidentes.

O início da limpeza domiciliar, após inundações, deve ser feita com o uso de calçados e luvas impermeáveis. “No homem pode apresentar manifestações clínicas variadas, desde infecções não aparentes até formas graves, com alta letalidade”, alerta Mariana.

Mariana ainda explica quais são os principais sintomas da leptospirose: “pessoa com febre súbita, mialgias, dor de cabeça, mal-estar ou prostração, associados a conjuntivite, náuseas, vômitos, calafrios, alterações do volume urinário, icterícia, hemorragias, alterações hepáticas, renais e vasculares.”

Acesso facilitado aos serviços de saúde para diagnóstico e tratamento, melhoria na infraestrutura básica das cidades (construção de redes de esgoto, drenagem das águas pluviais, remoção adequada do lixo, etc.) e eliminação dos roedores são fatores que contribuem para minimizar os riscos de contrair a doença.

Fonte: Agência Minas

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