Whisky a menos de R$ 8 causa tumulto em supermercado
Clientes que tentaram passar produtos no caixa foram impedidos pelo gerente do estabelecimento. Caso foi registrado na tarde do sábado (18).
Ao menos três consumidores acionaram a Polícia Militar (PM) depois de um desentendimento com o gerente de um supermercado por um erro na etiqueta de venda de garrafas de whisky. O caso aconteceu no sábado (18) em Juiz de Fora.
A Polícia Militar foi acionada por clientes do estabelecimento, localizado na na Avenida JK, na altura do Bairro Industrial, onde estava ocorrendo um desentendimento, com os ânimos exaltados.
No local, o gerente da loja disse que os envolvidos teriam tentado adquirir algumas garrafas de whisky nos valores de R$7,24 (atacado) e R$7,64 (varejo), contudo foram impedidos por tal gerente, orientado por um advogado que por se tratar de um erro de digitação não teria a obrigação de repassar aos clientes os valores anunciados e sim o valor correto, em torno de R$90.
Disse, ainda, que diante da negativa de liberação dos referidos produtos aos clientes, estes se portaram de forma ríspida, beirando a agressão aos funcionários do supermercado.
Em contato com os clientes, estes relataram que estavam passando pelo local onde o produto estava, observaram o preço e posteriormente colocaram em seus carrinhos de compra as caixas contendo o whisky anunciado pelos valores anteriormente citados.
Disseram também que ao ser verificado no caixa que o valor estaria muito baixo, o gerente foi chamado e não liberou a compra, cancelando inclusive os dados no sistema, que também constava o preço do whisky (R$ 7,24 e R$ 7,64).
Disseram que diante do impasse ocorreu um atrito verbal, porém negaram o cometimento de qualquer crime contra os funcionários.
As vítimas apresentaram fotografias onde constavam os preços do produto em questão da forma como encontraram na prateleira, além da foto do próprio computador do caixa indicando o valor do uísque no sistema exatamente como na etiqueta encontrada na prateleira dos produtos.
Diante dos fatos, as partes foram orientadas a comparecerem à Delegacia de Polícia Civil para a tomada das demais e devidas providências pertinentes ao caso.
O que diz o Procon
Para este tipo de situação, a Agência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Juiz de Fora diz, que, em regra, o fornecedor é obrigado a vender pelo preço da oferta.
“Entretanto, quando há um erro grosseiro, isto é, nos casos em que é possível verificar tanto pelo padrão de preço praticado no mercado para o mesmo item quanto pelo padrão de custo, ou seja, nos casos em que o valor da oferta não cobre o preço pago para o fabricante, há decisões judiciais que autorizam o fornecedor a não vender pelo preço divulgado por engano”.
A orientação é que o consumidor procure o Órgão para avaliar a melhor forma de abordar a questão.
Segundo o Procon, nenhum dos três clientes procuraram o Procon nesta segunda-feira.
Fonte: Guia Muriaé, com informações do G1











