Vegetarianos podem evitar cinco tipos de câncer

Pesquisa com 1,8 milhão de pessoas acompanhadas por 16 anos aponta redução significativa em tumores como pâncreas, rim e mieloma múltiplo, mas autores alertam que não é possível estabelecer causa e efeito

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Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com instituições internacionais, reforça a hipótese de que dietas baseadas em vegetais podem estar associadas a menor incidência de determinados tipos de câncer.

Publicado nesta sexta-feira (27) no British Journal of Cancer, o trabalho analisou dados de mais de 1,8 milhão de pessoas acompanhadas por cerca de 16 anos e identificou redução significativa do risco para cinco tipos de tumores entre vegetarianos, em comparação com consumidores regulares de carne.

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Como a pesquisa foi conduzida

A análise reuniu grandes estudos prospectivos realizados principalmente no Reino Unido e nos Estados Unidos. Nesse tipo de investigação, voluntários informam seus hábitos alimentares no início do acompanhamento e são monitorados ao longo dos anos para verificar a ocorrência de doenças.

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A amostra consolidada incluiu:

1,64 milhão de consumidores regulares de carne;
57.016 pessoas que consumiam apenas aves (sem carne vermelha);
42.910 pescatarianos (que ingerem peixes e mariscos);
63.147 vegetarianos;
8.849 veganos.

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Durante o período médio de 16 anos de acompanhamento, foram registrados diagnósticos de 17 tipos de câncer, incluindo tumores dos sistemas gastrointestinal, urinário, reprodutivo, pulmonar e hematológico.

Para estimar o risco relativo entre os diferentes padrões alimentares, os pesquisadores utilizaram modelos estatísticos multivariados, ajustando para fatores de confusão como idade, sexo, índice de massa corporal (IMC), tabagismo e variáveis demográficas e comportamentais.

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Principais achados

Em comparação com consumidores regulares de carne, vegetarianos apresentaram:

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21% menor risco de câncer de pâncreas;
12% menor risco de câncer de próstata;
9% menor risco de câncer de mama;
28% menor risco de câncer de rim;
31% menor risco de mieloma múltiplo.

Os dados indicam uma associação protetora consistente para esses cinco tipos de câncer. No entanto, os autores ressaltam que, por se tratar de um estudo observacional, não é possível afirmar que a dieta seja a causa direta da redução do risco.

Carne ou padrão alimentar?

Uma das questões centrais levantadas pela pesquisa é se o efeito observado decorre da ausência de carne ou do maior consumo de alimentos de origem vegetal. Em entrevista à BBC News, o professor Tim Key, coautor do estudo, afirmou que considera mais provável que as diferenças estejam relacionadas ao consumo de carne em si, embora essa hipótese não tenha sido testada diretamente.

Já existe consenso científico sobre a associação entre carnes processadas e maior risco de câncer colorretal. Ainda assim, nesta análise específica, não foi observada redução significativa desse tipo de tumor entre vegetarianos.

O estudo também identificou possíveis riscos aumentados. Vegetarianos apresentaram quase o dobro do risco do tipo mais comum de câncer de esôfago em comparação com consumidores de carne. Além disso, segundo o jornal The Guardian, veganos tiveram risco 40% maior de câncer colorretal.

Entre as hipóteses levantadas pelos pesquisadores estão a ingestão média insuficiente de cálcio e possíveis deficiências de vitaminas do complexo B em dietas restritivas não planejadas adequadamente.

Limitações e próximos passos

Apesar da robustez metodológica, os próprios autores reconhecem limitações. Muitos participantes foram recrutados nas décadas de 1990 e 2000, antes da ampla oferta de alimentos vegetais fortificados com cálcio e outros nutrientes, o que pode influenciar futuras análises.

Os pesquisadores defendem que os resultados devem ser interpretados com cautela e que mais estudos são necessários, especialmente em populações fora do Hemisfério Norte, para confirmar as hipóteses levantadas.

De modo geral, o trabalho reforça recomendações de saúde pública já consolidadas: reduzir o consumo de carnes vermelhas e processadas, priorizar alimentos in natura e manter equilíbrio nutricional, independentemente do padrão alimentar adotado.

Fonte: Guia Muriaé, com informações do Globo

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