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Coluna do Carlos Cerqueira – Luz como Linguagem

Sabe-se que culturas muito antigas como a chinesa, indiana e egipcia faziam uso de cores e luz na promoção do bem-estar. Muitos séculos depois Isaac Newton formulou a teoria da luz e da cor, ao expôr sua clássica experiência com um prisma decompondo a luz solar nas sete cores do arco-íris.

No séc. XIX, James Maxwell, inspirado por Michael Faraday, foi pioneiro ao afirmar que a luz é um distúrbio eletromagnético que se propaga pelo campo de força criado de acordo com certas leis, ou seja, luz é uma onda eletromagnética ondulando pelo espaço.

Em 1840, Johann Wolfgang von Goethe, hoje mais conhecido por suas obras literárias lidas em todo mundo, publicou a “Teoria das Cores” relatando a influência psíquica que as cores exerciam nas pessoas, um conhecimento utilizado anos mais tarde, pela psicologia, dentro da linha Gestalt.




Tempos depois, veio a descoberta de que as plantas podiam se “alimentar” de luz solar (fotossíntese) e em 1922, o biólogo Alexander Gurwitsch fundamentou as bases do que viria a se chamar biofótons, ao concluir que, assim como a chama de uma vela pode saltar para acender o pavio de outra apagada, também as células de um talo de cebola iniciavam o processo de germinação quando colocadas próximas às raízes de outra cebola germinando. Mas com o vidro comum, nada acontecia, a mensagem de crescimento só era transmitida com o vidro quartzífero que permitia a passagem de luz ultravioleta (UV).

A temida UV é necessária à vida, o problema está na exposição exagerada, tanto que está havendo uma carência de vitamina D em muitas pessoas, devido à ausência de UV pelo uso de protetor solar, a ponto de alguns médicos recomendar cerca de 15 minutos de exposição ao sol entre 11 e 12hs, momento que se pode absorvê-la melhor.

Já na década de 90, o doutor em física, Fritz-Albert Popp inventa um aparelho capaz de registrar os biofótons descobertos por Gurwitsch, demonstrando cientificamente que os organismos biológicos se comunicam através da emissão inteligente de fótons, transmitindo informações entre as células. Definiu os biofótons como sendo luzes de tensão ultra fraca emitidas pelas células do corpo. Numa publicação na Scientific and Medical Network, ele declarou que o funcionamento de todo o nosso organismo depende dessas emissões de luz entre as células.




Nosso DNA, o grande mensageiro de informações genéticas no organismo, armazena grande quantidade, dentro de sua dupla hélice, emitindo e absorvendo biofótons numa enorme rede dinâmica e invisível de luz. Na morte celular pode-se constatar uma significativa liberação dos biofótons armazenados.

Estes biofótons fazem parte de um sistema biológico natural, contudo podem também ter sua emissão estimulada por exposição à comprimentos de ondas específicos, onde o uso de luz cromática poderia ser um colaborador da reestruturação das mensagens deficientes, já que a distribuição de biofótons varia entre 200 a 800 nm, indo do limite do infravermelho ao ultravioleta. Isso pode ser um embasamento para o uso de cores nos pontos de acupuntura, técnica conhecida também como cromopuntura.




Alfred Popp e colaboradores verificaram ainda que tomates cultivados organicamente apresentaram cinco vezes a emissão de biofótons do que tomates cultivados convencionalmente usando fertilizantes. Ovos de galinhas caipira apresentaram duas vezes mais a quantidade de biofótons do que os de granja.

Disso tudo chega-se à conclusão de que a evolução, antes de ser o resultado do mais forte ganhando do mais fraco, está na capacidade de comunicação mais eficiente e harmônica consigo mesmo e o meio ambiente.

Autor: Carlos Cerqueira Magalhães – Farmacêutico, M.e em Ciências Farmacêuticas (Produtos Naturais Bioativos) pela UFJF


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