Quando devo abrir minha empresa?

Essa é a pergunta de um milhão de dólares, empresários e funcionários estãopavorosos com medo da crise financeira e da recessão que nos ronda em um momento tão fragilizado como este, estão a flor da pele para descobrirem quando as empresas poderão voltar a operação.

Somos saudosos, muitos de nós acreditam que no passado tudo foi melhor, e em um passe de mágica podemos simplesmente retornar… Vale aqui a lição de Lulu Santos:

Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará

Ou seja, não é porque reabrimos nossas empresas no próximo dia útil, que os clientes estarão na porta, não é porque abrimos que retornaremos aos níveis anteriores de vendas e faturamento, é o momento de cada empresário elaborar o contingenciamento de custos, renegociar contratos com fornecedores, aluguel e até mesmo redimensionar sua equipe, tendo em vista a adequação a demanda de mercado.

O mercado mudou de uma forma que ainda não havíamos presenciado, temos que aprender com o novo momento que vivemos e buscarmos informações sobre perspectivas de futuro do setor em que atuamos.

Os clientes não estão nas ruas, a grande maioria ainda está em suas casas, com medo, com pavor do que possa vir a acontecer com suas vidas e as vidas de seus entes queridos, devido ao desaquecimento econômico, ao crescimento das taxas de desemprego e inadimplência, muitos de nossos clientes, que estão em casa hoje, amanhã não terão dinheiro para realizar seus desejos ou bancar suas necessidades, e isso mais uma vez impactará de forma negativa em nossas empresas.

Vamos supor que seja um empresário de moda feminina, salão de beleza ou mesmo uma loja de informática, poucas pessoas que irão sair de casa neste momento para irem até uma loja de moda comprar um novo vestido ou uma nova bolsa, menos ainda podem querer frequentar um salão de beleza ou uma academia, assim também poucas as pessoas que irão andar pelas ruas para visitar uma loja de bijuterias ou se deslocarem até uma loja de informática, estes não são produtos de extrema necessidade, assim como supermercados e farmácias, faz sentido?

Assim, abrir sua empresa neste momento, além de colocar a sua vida em risco, de seus familiares e funcionários, poderá aumentar consideravelmente os custos, pois assim terá custos como água, luz, telefone, divulgação e outros que não teria se estivesse fechado.

Além obviamente do possível passivo trabalhista por expor sua equipe ao risco de contaminação e eventual processo trabalhista considerando a infecção como uma doença do trabalho, e a óbvia dificuldade em comprovar que a mesma não foi adquirida no ambiente de trabalho.

Então, faz necessário refletir se a empresa fechada não é mais rentável, ou menos custosa do que aberta, pois poderá contingenciar melhor os custos e pela falta de receitas ou clientes, que não estarão nas ruas para a efetivação de compras, além do passivo e risco que o empresário assumirá ao abrir sua empresa neste momento contrariando as orientações e normativos governamentais.

Este é o momento de contingenciar custos, procurar reduzir e renegociar com os mais diversos fornecedores, as vezes nos concentramos demais nas VENDAS e esquecemos dos CUSTOS!

Vamos juntos!Temos um belo desafio pela frente, seremos todos vitoriosos! Vamos juntos!

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Autor: José Júnior Lima – Advogado, Contabilista e Administrador
(32) 98896-4540, www.UniGerente.com.br, [email protected]


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