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Conheça a história de Constatino José Pinto, o “fundador” de Muriaé

Constantino José Pinto nasceu em Barbacena, no ano de 1784. Era filho de Manuel Domingues Pinto e de Ana Francisca da Assunção. Foi casado com Venância Angélica da Luz. Tiveram nove filhos, alguns deles, nasceram em São João Batista do Presídio, atual Visconde do Rio Branco, onde possuía uma propriedade agrícola. Lá, viveram até 1819, quando foi designado por Guido Thomas Marliére para ser vice-diretor de índios, devendo mudar-se para nossa região.




Os primórdios de Muriaé é tema para inúmeras indagações, mas, não é nosso objetivo aqui debater sobre a quem devemos atribuir verdadeiramente o descobrimento de Muriaé, se aos campistas ou a Constantino Pinto. Até que pesquisas mais apuradas nos afirmem o contrário, podemos considerá-lo o fundador da nossa cidade, uma vez que pesquisas já realizadas afirmam que “pelo curso superior do rio Muriaé, a mando do Capitão Guido Thomas Marliére, Diretor Geral dos índios, chegou aqui no ano de 1817, Constantino José Pinto”. Mas, somente em 1819, após o Auto de Medição das terras destinadas aos índios, é que Constantino veio definitivamente aqui se estabelecer. Seu quartel ficava no local exato onde, hoje, ergue-se a Igreja do Rosário. Como Vice-Diretor de índios, promoveu o crescimento da então aldeia de São Paulo do Manoel Burgo (Muriaé), e ampliou o comércio da poaia com os indígenas da tribo Guarus ou Guarutos, que aqui viviam e eram geralmente chamados de puris. A história mostra-nos que essa relação colonizador X colonizado nem sempre ocorreu de maneira pacífica.

Entretanto, segundo Oiliam José, nas suas notas para a História de Visconde do Rio Branco, no arquivo paroquial daquele município, verifica-se que o nome de Constantino era aproveitado pelos indígenas para batizar seus filhos. Aos índios procurou dar instrução e buscou encaminhá-los na religião cristã. Essa era a prática dos colonizadores, influenciando os povos conquistados com seus costumes e valores.

De acordo com o inventário deixado por sua esposa, Venância Angélica da Luz, verificamos que Constantino foi proprietário de valiosos bens em terras, gado, objetos, dinheiro e escravos. Ao deixar seu posto de Vice-Diretor de índios, passou a residir em Patrocínio do Muriaé, onde adquiriu e explorou propriedade agrícola. Posteriormente, voltou a Muriaé.

Estando já viúvo e idoso, faleceu neste município, no dia 12 de junho de 1863. Não há vestígios de sua tumba, nem notícias do local onde foi enterrado.

Para não esquecermos nossas origens e nosso passado, o nome de Constantino Pinto ficou registrado na nossa memória ao ser dado seu nome a uma das principais ruas da cidade. Seu nome ficou, assim, eternizado na nossa história. Infelizmente, a única imagem que restou dele foi este quadro apagado, pendurado na parede da “venda” de seu neto João Baião.

Autor: João Carlos Vargas e Flávia Alves Junqueira – Memorial Municipal de Muriaé

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Um comentário

  1. juber de sousa pinto

    Meu pai chama-se JONAS JOSE PINTO,filho de CUSTÒDIO JOSÉ PINTO.Será que somos parentes de CONSTANTINO JOSÉ PINTO?Todos somos mineiros.

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