Personalidades de Muriaé – Camilo Eleutério da Silva

Camilo Eleutério da Silva, o “Camilo Toko”, nasceu em Rosário da Limeira, na época distrito de Muriaé, em 19 de abril de 1898.

Era filho de Higino José da Silva e de Maria Tereza de Jesus Silva, ambos do distrito de Guiricema, na época pertencente ao município de Visconde do Rio Branco.

Quando ainda era criança, seus pais compraram uma pequena propriedade em Rosário da Limeira e ali se instalaram para cuidar da lavoura de café e do gado. Camilo e seus outros irmãos – Maria, Darcila, Rita, João, Francisco e Sebastião – debruçaram-se no trabalho em busca de uma vida melhor.

Já aos 22 anos de idade, Camilo mudou-se para o distrito de Belizário, instalando-se no comércio de “secos e molhados”, ou seja, um armazém, e na lavoura com um pequeno sítio. Muito trabalhador e correto, homem bravo e destemido, gostava sempre de estar rodeado por amigos.

Naquela época, era muito comum os bailes e foi em um desses que ele conheceu a Sra. Leonarda Esméria de Campos, a Dona Nazinha – moça bonita, muito culta e prendada. Ela era filha de Honório José Camilo de Gomes Campos e de Francisca Cândida Gomes Campos Ribeiro de Castro. Casaram-se em 22 de novembro de 1922, tendo 6 filhos: Senir, residente em Belo Horizonte-MG; Maria da Conceição, José Camilo e Camilo, residentes em Muriaé; Wanderley, residente em Niterói-RJ; e, Honório, já falecido.

Em maio de 1937, mudou-se com a família para o então distrito de Tombos, na época, pertencente ao município de Carangola. Mas, rapidamente, retornaram, desta vez, para a cidade de Muriaé, onde instalou um armazém na Praça João Pinheiro. Camilo Toko tinha muita visão comercial e tino para os negócios, tanto que organizou um serviço de entrega em domicílio, que até então não existia.

Porém, nesta época, devido a um pequeno acidente, começou a não se sentir bem de saúde, e afastando um pouco dos negócios, mudou-se para Santa Rita do Glória, hoje, Miradouro, onde tinha uma casa. Com seu restabelecimento, voltou à função de comerciante e não tardou colher os frutos de seu trabalho, tendo até um sucesso profissional merecido. Com isso, construiu várias casas ao redor da sua para aluguel, tanto que, os antigos moradores daquele lugar, certamente, lembram-se do conhecido “Beco do Camilo”. Também fez amigos e trabalhou muito para trazer o que havia de bom e de melhor para a população. Infelizmente, neste momento próspero que a família vivia, Dona Nazinha adoeceu e veio a falecer no dia 22 de abril de 1944, em plena II Guerra Mundial, deixando os filhos ainda pequenos.

Sr. Camilo ficou um ano viúvo com seus filhos, casando-se pela segunda vez, em abril de 1945, com Raimunda Carvalho, conhecida como Dona Nenê. Com ela, teve mais 3 filhos: Paulo Roberto, Terezinha Lúcia e Carlos Alberto, todos residentes na cidade do Rio de Janeiro.

Em maio de 1957, novamente em Muriaé, abriu uma pequena empresa de transporte de combustível.

Era participante ativo da política e integrante da ex-UDN. Homem digno de respeito e de reconhecimento, fiel a uma boa amizade e um pai exemplar. Vaidoso, gostava sempre de trajar terno e gravata, e, já mais idoso, porém, sempre forte, passeava e batia bons papos ao redor da Praça São Paulo, sua última morada.

Camilo Eleutério da Silva faleceu no dia 18 de junho de 1993, aos 95 anos de idade, com insuficiência múltipla dos órgãos. Ele foi enterrado no Cemitério Municipal de Muriaé, deixando filhos, netos e bisnetos, parentes e muitos amigos saudosos.

Por ter sido uma pessoa ilustre não só em nossa cidade como também em Miradouro, devido aos trabalhos prestados à sociedade, uma rua daquela cidade leva o nome de “Camilo Toko” em sua homenagem.

Fonte: João Carlos Vargas e Flávia Alves Junqueira / Memorial Municipal


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