Brasil tem menor taxa de transmissão de Covid-19, mas variante Delta preocupa

A taxa de transmissão da Covid-19 aponta para o cenário de melhora da pandemia do novo coronavírus no Brasil, apesar dos números serem considerados ainda altos e a variante Delta preocupar cientistas. Além das tragédias provocadas pelas mortes, a preocupoação de todos é com as sequelas graves em mais da metade dos pacientes internados que sobreviveram, ressalta estudo publicado nesta quinta (15) na revista médica inglesa The Lancet.

Segundo dados do Imperial College, de Londres, a taxa caiu para 0,88 na semana passada e chegou ao seu menor índice desde novembro de 2020, quando o número era de 0,68.

O Brasil deve chegar nesta sexta-feira (16) à triste marca de 540 mil vidas perdidas para a Covid-19. Em 24 horas, 1.552 novas mortes foram registradas nesta quinta-feira (15), totalizando 539.050 óbitos desde o início da pandemia, no ano passado. Também em 24 horas foram registrados mais 52.720 novos casos da doença, totalizando 19.261.741 diagnósticos positivos do coronavírus desde março de 2020.

De acordo com o Imperial College, embora permaneçam altos, os números estão caindo há cerca de três semanas — o que pode ser considerado um reflexo do avanço da campanha de vacinação, que começa a acelerar o ritmo no país.

Ao mesmo tempo, a preocupação é com a rápida disseminação da variante Delta, que vem forçando vários países a impor medidas restritivas mais rigorosas na tentativa de impedir uma nova onda avassaladora de Covid-19.

O Brasil registra 27 casos da variante Delta, em sete estados, segundo levantamento feito pela CNN com as secretarias estaduais de Saúde nesta quinta-feira (15). Ao todo, há casos no Paraná (8); Maranhão (6); Rio de Janeiro (5); São Paulo (3), Pernambuco (2), Goiás (2) e Minas Gerais (1).

Até o momento, o Brasil registra cinco mortes pela variante, sendo quatro pessoas no Paraná e um indiano, tripulante do navio no Maranhão. Dois casos são monitorados no Rio Grande do Sul.

A variante foi detectada pela primeira vez em fevereiro na Índia. Devido à acelerada transmissibilidade, a cepa gera temores de sobrecarga nos sistemas de saúde e ameaça reverter planos de reabertura mundo afora. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cepa circula por 104 países.

No Brasil, o surgimento da variante Delta acionou os alarmes e algumas regiões optaram por encurtar os intervalos entre primeira e segunda doses de alguns imunizantes administrados no Brasil para tentar colocar uma barreira.

São Paulo e Rio de Janeiro já confirmaram os primeiros casos da variante Delta, cepa identificada inicialmente na Índia e mais transmissível. Ela é um dos principais motivos do agravamento recente da pandemia de Covid-19 em países onde a vacinação está avançando bastante.

A OMS acredita que a variante — que é muito mais transmissível que as outras mutações do coronavírus já identificadas — tem potencial para se tornar a dominante no mundo nos próximos meses.

Pacientes sofrem com as complicações da Covid-19

Muitas das pessoas que foram infectadas pelo novo coronavírus sofrem com os sintomas por meses, incluindo fadiga contínua, dor persistente e falta de ar.

Existe um reconhecimento crescente por parte dos especialistas de que as pessoas estão enfrentando as consequências de longo prazo de uma infecção por Covid. Questionamentos básicos como se as pessoas que contraem o vírus persistente ou se todos vão se recuperar totalmente estão repletos de incertezas

Já teve pacientes que, por exemplo, teve problemas de saúde mental, incluindo depressão, ansiedade e dificuldade para pensar com clareza. Em milhares de casos, a recuperação é lenta e mesmo pessoas com infecções relativamente brandas podem ficar com problemas de saúde graves e duradouros.

Segundo o maior estudo do tipo, publicado nesta quinta (15) na revista médica inglesa The Lancet, metade dos pacientes que são internados com Covid-19 desenvolve uma ou mais complicações.

A pesquisa, divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, analisou dados de 73.197 pacientes com 19 anos ou mais que receberam atendimento médico, entre janeiro e agosto de 2020, em 302 hospitais no Reino Unido.

Desse total, 36.367 (49,7%) tiveram pelo menos uma complicação de saúde —cardiovascular, respiratória, neurológica, renal, hepática, gastrointestinal e/ou sistêmicas— no período em que estavam no hospital, seja na ala de enfermaria ou em alas de cuidados intensivos.​

Vacinação

Na quinta-feira (15), segundo dados reunidos pelo consórcio de imprensa, o Brasil ultrapassou a marca dos 15,40% vacinados com a segunda dose contra a Covid-19. São 29.596.408 milhões que tomara a segunda dose e 3.022.498 que tomaram a dose única, um total de 32.619.342 pessoas imunizadas.

Fonte: CUT


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