Caminhoneiros ameaçam nova greve

Condutores pressionam Congresso por votação da MP do Frete e não descartam greve

Guia Muriaé no WhatsApp

A uma semana de perder a validade, a Medida Provisória do Frete voltou a aumentar a tensão entre caminhoneiros, governo federal e Congresso Nacional. A proposta, que endurece a fiscalização do piso mínimo do frete e altera regras do transporte rodoviário de cargas, está parada no Senado há três semanas, após aprovação pela Câmara dos Deputados.

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, afirmou em entrevista à VEJA, nesta sexta-feira (10), que os caminhoneiros estão mais organizados do que durante a greve de 2018 e preparados para uma eventual nova paralisação.

PUBLICIDADE

“Estamos mais organizados do que em 2018”, declarou Chorão, ao comparar o cenário atual com a greve que paralisou o país há oito anos.

Segundo Landim, a mobilização da categoria tem caráter econômico e está ligada principalmente ao alto preço do diesel, ao cumprimento da tabela de frete mínimo e aos custos operacionais enfrentados pelos transportadores autônomos.

PUBLICIDADE

Pressão sobre o Senado

A MP do Frete perde a validade em 16 de julho. Caso não seja aprovada até essa data, as mudanças deixam de produzir efeitos e o texto perde eficácia.

Nos bastidores, há a avaliação de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, estaria travando a votação, já que a proposta ainda não foi incluída na pauta do plenário. Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a afirmar que o texto seria votado no dia 7, mas a medida não foi apreciada pelos senadores.

PUBLICIDADE

Diante do impasse, Chorão voltou a pressionar o governo e o Congresso para que a MP seja votada a tempo. Segundo ele, a categoria poderá entrar em greve caso a proposta não seja aprovada antes do vencimento.

Reivindicações da categoria

Os caminhoneiros defendem que a medida provisória é fundamental para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete e impedir pagamentos abaixo da tabela estabelecida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

PUBLICIDADE

Entre os pontos de atenção destacados pela Abrava estão:

  • Fiscalização mais rigorosa do piso mínimo do frete;
  • Medidas para reduzir os impactos da alta do diesel;
  • Garantia de remuneração adequada para os transportadores autônomos;
  • Redução dos custos operacionais do setor.

Landim também afirmou que o movimento não possui cunho político, mas busca pressionar por soluções econômicas para o setor de transporte rodoviário de cargas.

PUBLICIDADE

Mudanças previstas na MP

Editada pelo governo federal em março, após ameaças de paralisação da categoria, a MP do Frete passou por alterações durante a tramitação no Congresso. Entre as mudanças aprovadas na Câmara estão:

  • Redução do valor das multas para contratantes que descumprirem o piso mínimo do frete;
  • Flexibilização de algumas regras de punição para empresas reincidentes;
  • Conversão em advertência de multas aplicadas antes da publicação da futura lei;
  • Dispositivo que concede perdão a multas aplicadas em atos realizados em 2022.

O último ponto gerou críticas da oposição e abriu um novo foco de debate durante a tramitação da matéria.

Setores divergentes

Enquanto os caminhoneiros defendem a aprovação da MP, entidades ligadas ao agronegócio, à indústria e aos embarcadores criticam o endurecimento da fiscalização. Segundo esses setores, as novas regras podem aumentar os custos logísticos e gerar insegurança jurídica.

A divergência entre os diferentes setores econômicos é apontada como um dos fatores que dificultam o avanço da proposta no Congresso Nacional.

Risco de nova paralisação

A declaração de Chorão reacende o debate sobre a possibilidade de uma nova greve dos caminhoneiros. A paralisação de 2018 provocou bloqueios em rodovias de diversos estados, desabastecimento de produtos e impactos significativos na economia brasileira.

A Abrava informou que segue acompanhando as negociações e que a decisão sobre uma eventual greve dependerá da avaliação das medidas anunciadas pelo governo, da votação da MP do Frete e da adesão dos caminhoneiros às articulações em andamento.

Fonte: Guia Muriaé

WhatsApp Receba nossas notícias direto no seu WhatsApp! Envie uma mensagem para o número (32) 99125-5754 ou pelo link https://chat.whatsapp.com/LBu6cVNDWOC2J6KnG3gHlF
Seguir o Guia Muriaé no Google News
📲 Acompanhe o GUIA MURIAÉ - Facebook / Instagram / Telegram / Threads / TikTok / Twitter / YouTube / WhatsApp

Guia Muriaé no WhatsApp

Guia Muriaé

Há 15 anos com a maior cobertura de Muriaé e região! Informação de qualidade e com seriedade, com atualizações diárias. Vamos muito além de notícias policiais, aqui você se informa com novidades relacionadas a concursos, vagas de emprego, saúde, entretenimento, política e esportes. Siga nossas redes para receber nossas atualizações!

Você viu?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo