Polícia mira grupo responsável por vender remédios falsificados para tratamento de câncer

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a Operação Placebo, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso de comercialização de medicamentos oncológicos falsificados. A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM).

Entre os principais investigados estão uma enfermeira e um estudante de Direito, suspeitos de integrar a organização responsável pela venda dos produtos adulterados, que eram oferecidos a pacientes em tratamento contra o câncer.

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Medicamentos falsificados colocavam pacientes em risco

Segundo a Polícia Civil, os investigados comercializavam medicamentos apresentados como remédios de alto custo utilizados em tratamentos oncológicos. No entanto, as investigações apontam que os produtos eram falsificados, colocando em risco a saúde e a vida dos pacientes que dependiam da medicação.

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As apurações indicam que o grupo utilizava redes sociais e aplicativos de mensagens para oferecer os medicamentos por preços inferiores aos praticados no mercado, atraindo pessoas em situação de vulnerabilidade.

Operação cumpre mandados

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Durante a Operação Placebo, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Equipamentos eletrônicos, documentos e outros materiais foram recolhidos para análise e deverão auxiliar na identificação de outros envolvidos e na dimensão do esquema criminoso.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para apurar a origem dos medicamentos falsificados, identificar toda a cadeia de distribuição e verificar se há mais vítimas.

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Crimes investigados

Os suspeitos poderão responder por diversos crimes, entre eles:

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  • Associação criminosa;
  • Falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais;
  • Estelionato;
  • Crimes contra as relações de consumo.

As penas podem ultrapassar dez anos de prisão, dependendo da participação de cada investigado e dos crimes eventualmente comprovados ao longo da investigação.

A Polícia Civil reforça que pacientes devem adquirir medicamentos apenas em estabelecimentos autorizados e denunciar qualquer suspeita de comercialização irregular às autoridades competentes.

Fonte: Guia Muriaé, com informações da Veja

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