Surto de varíola dos macacos no Brasil merece atenção das autoridades sanitárias

No dia 23 de julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a enfermidade como uma emergência de saúde pública de interesse internacional, sob risco de disseminação.

Na última década, apenas zika, ebola e covid-19 foram declaradas com grau de atenção equivalente. A ação obriga agências sanitárias a aumentar medidas preventivas e incentiva o desenvolvimento de tratamentos e a produção de vacinas contra a enfermidade.

A varíola dos macacos é considerada uma endemia na África Central e Ocidental e tende a ser notificada nos demais continentes por pessoas que visitam esses países. Diagnosticada em um humano pela primeira vez em 1970, a negligência dos órgãos sanitários revela a desigualdade entre a região e os países desenvolvidos.

Araújo reflete: “Como é que a varíola dos macacos está aí há tantas décadas no continente africano e só agora o mundo acorda para esse problema?”. Desde maio deste ano, os casos da doença nos países não endêmicos aumentaram a vigilância na transmissão rápida, como ocorre em viagens internacionais.

A Organização Mundial da Saúde, por meio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), negocia a fabricação de imunizantes contra a varíola para serem distribuídos no continente americano. Também com a assistência deste órgão, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que o País receberá o antiviral Tecovirimat para o enfrentamento do “surto”.

Fonte: Jornal USP

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