Alimentos ficam mais caros e mercado limita quantidade de itens por cliente em Muriaé



A greve dos caminhoneiros afetou o abastecimento dos mercados em todo país. Em Muriaé, alguns alimentos já estão mais caros e um estabelecimento passou a limitar a quantidade de itens por cliente.

Durante pesquisa na cidade, foi verificado pelo GUIA MURIAÉ que alguns alimentos já estão mais caros. É o caso do da batata. Até a semana passada o quilo era encontrado por até R$ 1,99. Nesta sexta-feira (25), o quilo já estava sendo vendido por R$ 7,49. O tomate também está mais caro. Se antes podia ser encontrado por até R$ 2,99 o quilo, agora já custa quase R$ 10 em alguns estabelecimentos. Segundo os comerciantes, a redução da oferta e o aumento da procura causaram o aumento nos preços. Caso a greve continue, a tendência é que os preços aumentem ainda mais.

Outra realidade na cidade é que alguns mercados estão começando a limitar a quantidade de itens por cliente. O Bahamas Empório, por exemplo, passou a estampar duas mensagens para os clientes. Uma delas dizendo que, para evitar o desabastecimento, alguns produtos poderão estar limitados na área de vendas. “A ‘justa causa’ tem por objetivo atender o maior número de clientes possível”, afirma a loja. A outra dizendo que a greve dos caminhoneiros pode prejudicar o abastecimento de alguns produtos/setores. Segundo funcionários, além das ofertas da TV, o açúcar e o óleo estão limitados.




Paralisação dos caminhoneiros entra no quinto dia

Mesmo após o anúncio de um acordo com o governo nessa quinta-feira (24), caminhoneiros mantêm pontos de manifestação em diversas partes do país, inclusive em Muriaé, onde ocorrem interdições nas BRs 116 e 356.

Pelo acordo firmado ontem à noite entre o governo e representantes dos caminhoneiros, a paralisação seria suspensa por 15 dias. O acordo foi unanimidade. O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (ABCAM), que representa 700 mil caminhoneiros, chegou a sair da reunião pelo fato do governo não aceitar as reivindicações da categoria de zerar os impostos sobre o diesel.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que ainda não registra desmobilização.

Fonte: Guia Muriaé

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