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Vigilância Sanitária de Muriaé rebate acusações do presidente da Câmara Municipal

O presidente da Câmara Municipal de Muriaé, Sargento Joel, fez, na última quarta-feira (27) durante o programa “Vereadores em Ação”, que foi ao ar na Rádio Muriaé, várias acusações sobre a atuação da Vigilância Sanitária no município.

Na ocasião, Sargento Joel afirmou que “alguns servidores não estavam tendo capacidade de exercer suas funções”. Durante o programa, afirmou ainda que “os funcionários da Vigilância Sanitária estariam ameaçando as pessoas e teriam ameaçado até mesmo o vereador Devail”. “As leis estão ai para serem cumpridas, mas devemos trabalhar com inteligência, não devemos trabalhar ‘a ferro e fogo'”, disse o Sargento Joel. Disse ainda que “duas padarias da cidade teriam sido fechadas por intransigência da Vigilância Sanitária e afirmou que a Regional de Ubá não cobra nem 10% do que é cobrado em Muriaé”.

Diante dos fatos, o coordenador da Vigilância Sanitária, Vitor Dias, nos procurou com a intenção de esclarecer os fatos. “Na oportunidade, o presidente da Câmara prestou um grande serviço de desinformação a população da cidade durante sua fala. Suas afirmações foram contraditórias e inverídicas. Desta forma, eu e os demais servidores da Vigilância Sanitária entendemos por bem vir a público informar a população a real situação”, disse Vitor. “O presidente da Câmara não tem a menor autoridade para avaliar o trabalho de nenhum agente da área de saúde, pois não possui formação adequada na área e nem conhecimentos técnicos para emitir opiniões a respeito”, complementou Vitor.




De acordo com uma Resolução Federal e Estadual, o Posto de Medicamentos do distrito de Vermelho não poderia mais funcionar, tendo em vista que o distrito passou a contar com uma farmácia/drogaria. Desta forma, o estabelecimento foi notificado em fevereiro deste ano e teria um prazo de seis meses para regularizar sua situação, ação esta que teria “irritado” o presidente da Câmara. Segundo Vitor, o posto continua funcionando de forma irregular, contrariando a decisão da Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

A Vigilância Sanitária vem há anos desempenhando um papel fundamental no que diz respeito a saúde da população da cidade e muitas vezes os agentes sofrem até perseguições. “Trabalhamos dentro da lei, assim como a Regional de Ubá. Fazemos regularmente todo um trabalho de orientação aos donos de estabelecimentos, fazemos retornos periódicos, notificamos para as adequações necessárias. Somente em último caso realizamos autuações, apreensões e interdições. Todos os casos citados pelo vereador Sargento Joel foram casos em que os estabelecimentos já haviam sido notificados por diversas vezes e não realizaram as adequações necessárias. Ao contrário do que disse o vereador, os fiscais não são intransigentes, o que não pode ocorrer é algo que traga risco a saúde da população, tais como doenças trazidas por insetos, bactérias, parasitas e roedores, porque alguns estabelecimentos se negam a tomar medidas sanitárias simples, tais como dedetização, isolamento, armazenamento de alimentos e retirada de alimentos vencidos. O vereador sugere que a lei seja cumprida dentro da normalidade e ela já é cumprida desta forma”, disse Vitor.

Segundo Vitor, diante de tais “intransigências” dos agentes da Vigilância Sanitária, os vereadores se negaram a votar um projeto de lei relativo à carreira dos servidores do setor. “Não vamos admitir nenhum tipo de pressão política da Câmara Municipal em nossas ações fiscais”, concluiu.




Fonte: Guia Muriaé




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