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Virada Cultural leva arte para diversos locais de Muriaé

A Virada Cultural movimentou Muriaé no final de semana, levando arte, cultura e música para diversos bairros e locais históricos e turísticos da cidade. A terceira edição do evento acontece em comemoração aos 22 anos da Fundarte.

Foram dois dias de programação, que incluiu apresentações teatrais e de dança, workshops, shows, oficinas, folia de reis, entre outras. A diretora geral da Fundarte, Flávia Neves, comenta que na terceira edição buscou-se aumentar os locais de apresentação. Este ano, além do Centro, bairros como Barra, Dornelas, Safira, Aeroporto, Santa Terezinha, Barra e São Francisco e Lagoa da Gávea receberam as atrações.

“A ideia deste evento foi mostrar a nossa diversidade cultural. A maioria da programação foi com artistas locais, pessoas da cidade”, diz. “A Fundarte foi fundada em 18 de novembro, e sempre fazemos algo na data próxima para comemorar. Ter a Fundarte em Muriaé é algo que muito nos orgulha”, completa Flávia.




A Virada Cultural é uma realização do Governo de Minas e Sociedade Musical União dos Artistas, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, e contou com o apoio da Prefeitura de Muriaé, Fundarte e Demsur e patrocínio da Energisa.

Shows

No sábado (16), dois grandes nomes da música popular brasileira se apresentaram na cidade. Alice Caymmi (neta de Dorival Caymmi e sobrinha de Nana Caymmi) cantou os maiores sucessos da carreira na Lagoa da Gávea, em um show dançante e animado, inclusive o single que fez com participação de Pablo Vittar, “Eu te avisei”.




Para Alice, eventos como este são importantes para democratizar a cultura. “Isso é algo que advogo muito, de sair das capitais e ir para cidades menores onde o circuito musical não permite muito. Para o próprio artista, estar próximo de todos é muito importante. A gente ganha muito com qualquer projeto que contemple mais cidades do que somente as capitais, ainda mais sendo em praça aberta. Para mim, este é o melhor tipo de show para fazer”, considera ela, destacando que atualmente é primordial atender os fãs não só em redes sociais, mas também pessoalmente.

Em seguida, a juiz-forana Alessandra Crispin fez todos caírem no samba na Praça do trabalhador com um repertório composto de suas músicas autorais do CD “Meu nome é Crispin” e de canções de mulheres que fizeram história neste gênero musical conhecido mundialmente, como Ivone Lara, Clara Nunes e Jovelina Pérola Negra, além dos clássicos como Benito de Paula e Djavan.




“Minas tem samba, soul music, axé. Na verdade, Minas tem música afro-brasileira. Que coisa boa estar em Muriaé mais uma vez, em um palco tão especial e representativo. Estou mais uma vez lisonjeada pelo convite e por poder fazer parte desta festa”, diz ela, agradecendo o carinho dos muriaeenses.

Neste dia, mais cedo, aconteceu ainda o espetáculo “A obscena senhora H – Paixão e obra de Hilda Hilst” no Teatro Belmira Vilas Boas.

A Virada foi encerrada no domingo (17), com o Projeto “Que coisa boa, tem teatro na Lagoa”, encantando quem estava na Lagoa da Gávea.

Fonte: PMM

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