Artigo de equipe do IF Muriaé recebe nota máxima na Pré-Olimpíada de História do Brasil

No ano de 2050, como será a visão de historiadores sobre relatos escritos por brasileiros durante a pandemia de Covid-19?

Imaginando-se no lugar de especialistas em História do Brasil, uma equipe do IF Sudeste MG – Campus Muriaé construiu uma análise fictícia sobre depoimentos verdadeiros escritos no contexto de isolamento social e obteve nota máxima na última fase da Pré-olimpíada Nacional em História do Brasil 2020 (Pré-ONHB 2020). A competição online, gratuita e aberta ao público, é um iniciativa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e foi criada após o adiamento da 12ª Olimpíada de História, como forma de propor conhecimento e entretenimento num momento de isolamento social. O resultado final ficou conhecido em 26 de maio.

O trabalho exitoso é de autoria da equipe Puris, do Campus Muriaé, formado pelo professor Weder Ferreira da Silva e pelos alunos dos cursos técnicos integrados em Agroecologia, Louise Salvato e Isabela Goulart, e em Informática, Kayan Martins e Matheus Nazário. Eles construíram um artigo, em tom jornalístico, contendo suas impressões sobre 15 “Diários da Pandemia” escritos em abril e maio de 2020 por pessoas de diferentes idades e de todas as regiões do Brasil. Mudanças de comportamento e a recorrência de emojis foram alguns dos aspectos observados na análise, publicada numa edição fictícia do jornal Folha de São Paulo.

Os diários analisados pela equipe foram produzidos por participantes da própria olimpíada e distribuídos aleatoriamente. “Não sabíamos para quê exatamente estávamos escrevendo. Os diários foram misturados, de modo que cada equipe teve acesso a textos de pessoas de várias partes do país”, explica Weder.

O professor acredita que a participação dos estudantes na Olimpíada é uma oportunidade importante para os estudantes perceberem que eles mesmos podem ser agentes da História. “O conhecimento histórico não emana apenas do professor ou dos manuais didáticos. Tal como a nossa perspectiva metodológica, a ideia é que o estudante também produza este tipo de conhecimento”, reitera o professor, formado pós-doutor em História pela universidade francesa Paris-Est Marne-La-Vallée.

Entre os benefícios da participação de alunos em competições como a Pré-ONHB, Weder destaca, ainda, a própria resolução de questões, pois cada uma delas comporta mais de uma resposta correta, porém, em níveis de valor distinto, de acordo com a complexidade do enunciado. “Isso faz com que os estudantes percebam processos avaliativos para além da velha dicotomia do ‘certo’ e ‘errado’. Vale destacar que, na primeira fase da pré-olimpíada, a equipe alcançou 800, dos 900 pontos disputados. Os participantes receberão um relatório referente ao desempenho na competição.

Fonte: IF Muriaé


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