Basquete e handebol serão as novas modalidades do programa Atleta na Escola

Basquete e handebol são as novas modalidades esportivas que farão parte do programa Atleta na Escola em 2015. A atividade começou em 2013 com provas de atletismo, e em 2014, acrescentou judô e voleibol. Iniciativa dos ministérios da Educação e dos Esportes, o Atleta na Escola incentiva a prática esportiva de estudantes de 12 a 17 anos de idade de escolas públicas e privadas da educação básica.

De acordo com o gerente do programa, Renausto Amanajás, da coordenação geral de tecnologias educacionais da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação, além das novas modalidades, as confederações de atletismo, voleibol, judô, basquete e handebol começam, no próximo ano, a capacitar professores e técnicos das escolas.

A qualificação técnica terá uma parte presencial e outra a distância que será feita na plataforma E-ProInfo do MEC. O objetivo é descobrir talentos esportivos, melhorar o desempenho dos estudantes, ampliar a participação das escolas. Em 2014, diz Renausto, as competições escolares tiveram 4,1 milhões de crianças e adolescentes de 44 mil escolas públicas dos 26 estados e do Distrito Federal.

O atletismo, que compreende provas de salto em distância, corridas de velocidade e resistência e arremesso de peso, masculino e feminino, responde pelo maior número de atletas, 2,3 milhões em 2014, seguido por voleibol, 1,4 milhão, e judô, 217,5 mil. Neste ano, o Ministério da Educação investiu R$ 70 milhões no programa. A transferência de recursos é feita pelo Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). A unidade que adere recebe um valor fixo de R$ 1 mil e mais R$ 3,00 por aluno matriculado, de acordo com o Censo Escolar do ano anterior.

Os recursos, explica Renausto Amanajás, devem ser utilizados pelas escolas para financiar itens como aquisição de bolas, reparo de pistas de atletismo, pagamento de árbitros, redes de voleibol, basquete, pelota de arremesso, coletes.

Centros

Outra novidade do Atleta na Escola em 2015 é o início das atividades dos centros de iniciação esportiva (CIE) criados pelo Ministério dos Esportes para receber atletas com talento e potencial detectados nas competições de 2013 e 2014. Estão em construção 285 centros em municípios que aderiram ao programa. Os recursos para essas obras, segundo Renausto, são do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

Outros espaços esportivos, como piscinas, quadras e pistas de atletismo existentes em instituições federais de ensino superior – universidades e institutos – também serão mapeados pelo Ministério dos Esportes para treinamento de estudantes.

Paraolímpico

As atividades paraolímpicas do Atleta na Escola começaram em 2014 com dez modalidades: atletismo, bocha, goalball, judô, natação, tênis de mesa, tênis de cadeira de roda, voleibol sentado, futebol de 5 (para deficientes visuais) e futebol de 7 (para paralisados cerebrais). Renausto informa que, no próximo ano, o paraolímpico continua com as mesmas modalidades, mas que as confederações também vão capacitar professores e técnicos das secretarias para ampliar a participação dos estudantes da educação básica.

Diferente da modalidade olímpica do programa, que acontece nas escolas, o paraolímpico é realizado por adesão das secretarias estaduais de educação, que são responsáveis pela promoção das competições. Em 2014, o Ministério dos Esportes transferiu para as secretarias estaduais R$ 3 milhões.

Fonte: MEC


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