EUA cogitam guerra nuclear para “acabar com a Rússia”, diz chanceler

O chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, acusou nesta quinta-feira (3) os Estados Unidos de “demonizarem” o seu país. Em entrevista coletiva, Lavrov afirmou que, embora o Ocidente “pense em uma guerra nuclear”, eventualmente precisará negociar com Moscou. Até lá, prometeu, a Rússia “lutará até o fim”.

“O objetivo (dos Estados Unidos) não era garantir a segurança da Ucrânia com base em um equilíbrio de interesses – mas demonizar e acabar com a Rússia. Lamentavelmente, não há mais dúvidas quanto a isso”, afirmou.

Segundo Lavrov, a Rússia não cederá à pressão internacional que enfrenta, com pesadas sanções, classificando-as como uma “taxa sobre a independência” do seu país. Ele disse que o Ocidente eventualmente precisará negociar:

“O Ocidente está ciente das nossas preocupações, não poderá ignorá-las para sempre”, disse o chanceler, acrescentando que as partes devem “negociar de forma pragmática” a paz. Quando são os EUA a fazerem isso, é justificado, mas, quando somos nós que dissemos que temos uma ameaça, nossas preocupações são ignoradas.”

Lavrov declarou que seu país “está pronto para um diálogo igualitário, levando em consideração os interesses dos outros”. Ele disse esperar que “uma solução para o problema da Ucrânia seja encontrada, as condições da Rússia consistem em expectativas mínimas a esse respeito. A Rússia não pode tolerar e não pode permitir mais ameaças do território ucraniano”.

As declarações aconteceram horas antes da segunda rodada de negociações entre delegações da Rússia e da Ucrânia em busca de um acordo, nesta manhã. O chanceler russo afirmou que, quando o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu para negociar, Putin rapidamente concordou e enviou a delegação. Ele disse que os EUA disseram à Ucrânia para “não se apressarem”.

“Estamos preparados para dialogar sobre essas questões (garantias de segurança pedidas pela Ucrânia), bem como sobre questões relacionadas à estabilidade estratégica. Lamentamos que os nossos colegas em Washington tenham decidido – e anunciado há vários dias – suspender esses contatos”, afirmou, responsabilizando os EUA pela suspensão do diálogo entre Moscou e Washington.

Lavrov também abordou preocupações nucleares de repórteres. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou no domingo colocar as unidades terrestres do país, equipadas com mísseis balísticos intercontinentais, bem como navios das frotas do Norte e do Pacífico, em alerta máximo de combate.

Conforme o chanceler, a medida ocorre após as “sanções ilegítimas” contra Moscou e “declarações agressivas” feitas por funcionários dos EUA. “Uma possível guerra nuclear é o que o Ocidente tem em mente. Esta retórica foi expressa não por nós, mas pela Otan e pela Ucrânia”, afirmou Lavrov. “Não é a Rússia que vai começar uma guerra nuclear.”

Fonte: Vermelho, com informações de O Globo

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