Justiça prorroga prisão de diretor contábil e financeiro da Câmara de Muriaé alvo da Operação ‘Catarse’

Ação ocorre desde o ano passado e apura diversos crimes contra o patrimônio público. Em nota, o Legislativo se manifestou; confira e relembre a investigação.

A Justiça determinou a prorrogação da prisão do diretor contábil e financeiro da Câmara de Muriaé, que não teve o nome divulgado. Ele foi um dos alvos da 3ª fase da operação “Caterse”, que tem como objetivo o combate crimes do colarinho branco em Muriaé.

Na ocasião da prisão, a Câmara Municipal de Muriaé esclareceu que a operação realizada tratava-se de desdobramento da primeira fase da operação, realizada em novembro de 2021, e estava ocorrendo de forma restrita ao Setor Contábil do Legislativo Municipal.

– Não há qualquer mandado de busca e apreensão que envolva os gabinetes dos vereadores. Como a operação é restrita ao setor contábil, todos demais estão em funcionamento normal – dizia a nota da Câmara divulgada na data da prisão.

Relembre o caso – Operação Catarse III combate crimes do colarinho branco em Muriaé

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), da Zona da Mata, deflagrou na manhã desta quinta-feira, 23 de junho, a Operação Catarse III que tem o objetivo de combater crimes do colarinho branco em Muriaé. O MPMG apura a prática de diversos crimes contra o patrimônio público. Diretor contábil e financeiro da Câmara Municipal é um dos alvos.

A Promotoria do Patrimônio Público de Muriaé e as Polícias Civil e Militar também participam da operação, que cumpriu um mandado de prisão temporário e dois de busca e apreensão, sendo um na residência do alvo e outro na Câmara Municipal.

De acordo com o Gaeco, está sendo investigada a existência de um complexo esquema criminoso conduzido por vereadores e empresários, com a emissão de notas fiscais frias para legitimar o pagamento ilícito de verbas de gabinete aos parlamentares investigados, inclusive no cenário de empresas registradas em nome de “laranjas”.

Também estão sendo apuradas condutas de agentes políticos da Câmara Municipal de Muriaé que teriam compelido servidores públicos a repassarem parte de seus vencimentos aos investigados, inclusive coagindo-os a realizarem empréstimos bancários para a concretização dos delitos. Desses servidores vítimas, alguns declararam que ficaram endividados e chegaram a adoecer em razão das ameaças indiretas feitas pelos envolvidos.

Ainda conforme as investigações, há indícios da ocorrência de um complexo esquema de desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro, em especial quanto à contratação de empresas aparentemente de fachada pelo município de Muriaé, que pode ter gerado um dano ao erário superior a R$ 10 milhões.

Bens indisponibilizados/apreendidos

Até o momento o MPMG conseguiu indisponibilizar e/ou apreender os seguintes bens: R$ 310.550,96 em cheques apreendidos, R$ 77.228,30 em dinheiro, R$ 34.481,92 bloqueados judicialmente, dois caminhões, duas caminhonetes, um ônibus, seis automóveis, uma motocicleta e três reboques/carretinhas.

A operação desta quinta-feira ainda está em andamento e conta com a participação de promotores de Justiça, servidores do MPMG, policiais do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e Delegacia Especializada de Repressão à Organização Criminosa (Draco) – todos da Polícia Civil de Minas Gerais –, Grupo de Combate às Organizações Criminosas (GCOC) e policias militares da 4ª Região.

Fonte: MPMG

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