Penitenciária de Muriaé fabrica vassouras para o sistema prisional

A palavra de ordem é economia e sustentabilidade. Uma vassoura que custava ao Estado cerca de R$ 12 hoje custa menos de R$ 4, porque passou a ser produzida na Penitenciária Doutor Manoel Martins Lisboa Junior, em Muriaé, na Zona da Mata.

São cerca de duas mil unidades por mês, entre peças feitas de piaçava e garrafas pets, em uma unidade industrial na qual trabalham nove presos, com direito a remissão de pena e ¾ do salário mínimo. Nesta atividade, conforme a Lei de Execução Penal (LEP), para cada três dias trabalhados os presos têm direito a um a menos na pena.

A matéria-prima é fornecida pela Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), por meio da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), que é responsável por transportar as vassouras para o Almoxarifado Central, em Belo Horizonte, e distribuir para as unidades prisionais de Minas Gerais.

O diretor-geral da penitenciária, Francisco Alves da Silva Neto, destaca as vantagens desta produção tanto para o Estado quanto para os presos. “Para os detentos significa redução de pena e ajuda no orçamento familiar, por outro lado há redução de gastos com compras, melhora no ambiente carcerário e ressocialização.”

Estrutura

A fábrica ocupa um espaço de 147,5 metros quadrados e dispõe de serra circular de madeira, furadeira fixa, prensa, serrinha de arco, tesoura, ponteira, alicate, grampeador e esmeril. Os nove detentos trabalham de segunda a sábado, das 8h às 17h.

Um dos presos da equipe de produção é Gláucio Roberto da Silva, 32 anos, capaz de montar uma vassoura em sete minutos. Ele explica que após o preparo de todos componentes, a montagem é rápida. “Já estou acostumado e gosto do trabalho. Isto para mim é uma profissão, a possibilidade de ter uma atividade quando sair daqui.”

Fonte: SEDS-MG


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