Polícia Civil investiga esquema de agiotagem e lavagem de dinheiro envolvendo cartões do Bolsa Família em Muriaé
Operação Cartão Cativo apreendeu centenas de notas promissórias, cartões bancários de beneficiários de programas sociais, armas e um veículo avaliado em aproximadamente R$ 390 mil. Investigado, de 41 anos, foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo.
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A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou a Operação Cartão Cativo, em Muriaé, para investigar um possível esquema de agiotagem e lavagem de dinheiro envolvendo empréstimos com juros abusivos, intimidação de devedores e retenção de cartões bancários de beneficiários do Bolsa Família.
A ação foi realizada por meio da Agência de Inteligência Policial de Muriaé. Durante as diligências, os investigadores apreenderam centenas de notas promissórias relacionadas a empréstimos com juros superiores aos limites legais, além de diversos cartões bancários pertencentes a beneficiários de programas sociais. Segundo a investigação, os cartões eram retidos pelo suspeito como garantia do pagamento das dívidas.
As apurações também indicaram que o investigado utilizaria intimidações e ameaças durante as cobranças, explorando a vulnerabilidade financeira das vítimas para pressioná-las a quitar os empréstimos.
Além dos documentos e cartões, foram apreendidos duas armas de fogo, munições, um bastão de madeira e um veículo BMW, ano 2026, avaliado em aproximadamente R$ 390 mil. Anotações e outros documentos recolhidos serão analisados para dimensionar a movimentação financeira atribuída ao investigado.
O principal alvo da investigação é um homem de 41 anos, suspeito de envolvimento com os crimes de usura, conhecida como agiotagem, e lavagem de dinheiro. A Polícia Civil também apura uma possível ligação dele com um grupo criminoso que atua no tráfico de drogas no bairro Aeroporto, em Muriaé. O objetivo é esclarecer se existe relação entre os recursos movimentados pelo investigado e as atividades ilícitas da organização.
A operação foi conduzida por investigadores da Agência de Inteligência da Polícia Civil de Muriaé, sob coordenação do delegado Glaydson Ferreira, responsável pelo caso.
O investigado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas, dimensionar o esquema de empréstimos, rastrear a origem e o destino dos valores movimentados e esclarecer eventuais vínculos financeiros com organizações criminosas da região.
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Fonte: Guia Muriaé











