Aluno apreendido com machado em escola de MG confessa plano para ‘massacre’ após atentados no ES

Adolescente de 14 anos revelou que motivo para o crime seria 'insatisfação com a escola, a família e a vida', revelou arrependimento e pediu para ser internado

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Um adolescente de 14 foi apreendido na Escola Estadual Camilo Santana, em Ubá, na última quarta-feira (30). Ele estava de posse de uma machadinha e um martelo na mochila. Segundo informações da Polícia Militar, também foi encontrado com o mesmo um bilhete afirmando que ele cometeria um massacre no colégio.

A polícia chegou ao menor após denúncias anônimas dando conta de que ele estaria planejando para esta data um massacre no colégio. Além dos militares, foram mobilizados o Conselho Tutelar, a Superintendência Regional de Ensino e um responsável do adolescente.

Nos pertences do menor ainda foi encontrado um caderno contendo desenhos de um boneco atacando outros com machadinha e martelo. O jovem teria dito à polícia que aquele seria o “modus operandi” que pretendia executar. Também havia na mochila um bilhete com os dizeres: “Vou fazer um massacre com um machado e um martelo”.

De acordo com o registro policial, colegas da turma do adolescente teriam visto a machadinha e martelo com ele e o mesmo teria afirmado que seriam usados para executar o massacre. Questionado, o adolescente afirmou que planejava o atentado por conta da infelicidade em relação à escola, à família e à vida.

Ainda em relato à polícia, o menor disse ter usado o celular de sua avó para pesquisar na internet documentários para ter “ideias” para sua ação. O plano teria tido início após o atentado na escola em Aracruz (ES), no dia 25 de novembro, que deixou quatro mortos e 13 feridos.

O jovem foi atendido no Hospital Santa Isabel e encaminhado à Delegacia de Polícia para demais providências.

Massacre de vítimas aleatórias

Sobre quem seriam os alvos em Ubá, o aluno apreendido disse à PM que pretendia escolher aleatoriamente suas vítimas. Depois disso, ele se limitou a balançar a cabeça a cada pergunta.

A polícia também seguiu até a casa dele para localizar o celular utilizado para a pesquisa, mas o aparelho não foi encontrado, sendo posteriormente entregue por familiares.

No perfil de uma rede social acessada pelo telefone havia instruções e dicas para concretizar o plano de execução do massacre.

A PM também obteve informações de que o principal alvo do suspeito seria a diretora da instituição de ensino, que não estava na escola no momento da apreensão. “Durante toda a ocorrência o menor se mostrou cooperativo”, destacou a PM.

Ainda segundo a PM, o adolescente afirmou estar arrependido, disse que gostaria de ser internado e, sem ser questionado, afirmou já ter feito tratamento psicológico e que gostaria de continuar fazendo.

Secretaria de Educação acompanha o caso

A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) divulgou nota sobre caso e afirmou que irá dar acolhimento necessário aos estudantes envolvidos e à comunidade escolar.

“A SEE/MG salienta que desenvolve e estimula a realização de ações de prevenção e combate à violência no ambiente escolar, por meio do Programa de Convivência Democrática, que procura defender e garantir a cultura de paz nas escolas, promover o respeito, um ambiente acolhedor e a mediação de conflitos. Além disso, conta com importante parceria da Patrulha Escolar da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) para propiciar um ambiente cada vez mais seguro aos alunos da rede estadual”.

As atividades pedagógicas seguiram normalmente na unidade.

Fonte: Guia Muriaé, com informações da Tribuna de Minas

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