Candidato de Cataguases é detido enquanto fazia “boca de urna”

candidato a deputado estadual pelo PMN, José Hermaty da Veiga, o Canecão, que é de Cataguases, recebeu voz de prisão, por volta do meio dia deste domingo (5), após ser flagrado pelo Juiz Eleitoral da 79ª Zona Eleitoral, Maurício José Machado Pirozzi, praticando a chamada “boca de urna”, na Praça Santa Rita, próximo ao Colégio Carmo, onde funcionam várias sessões eleitorais. Junto com ele também foi detido um de seus assessores, Geraldo Gama, o popular Gama, conhecido por seu trabalho com sonorização de eventos realizado na cidade e região.

Gama negou ao Site do Marcelo Lopes que estivesse fazendo “boca de urna”. Segundo disse, ele teria pedido um “santinho” do candidato para que pudesse votar, mas recebeu dele vários. “Eu até disse que não precisava daquilo tudo (sic) mas ele me deu, eu não ia jogar fora”, completou. Neste momento, chegou o Juiz Eleitoral, Maurício Pirozzi, que estava passando e ao ver a movimentação resolveu parar e conferir de perto a situação. O magistrado lhes teria questionado sobre o que faziam no local próximo de várias sessões eleitorais com material de propaganda política. Após respondê-lo, o juiz fez outra advertência e o candidato Canecão e a esposa de Gama entraram na conversa. ao ouvir sua mulher receber uma resposta considerada por ele agressiva, retrucou para defendê-la momento em que o Juiz sentiu-se ofendido e lhes deu voz de prisão pela prática de crime eleitoral.

A Polícia Militar foi acionada e levou os dois envolvidos, Canecão e Gama, para o Posto Avançado na Vila Tereza. O candidato a deputado estadual, porém, chegou ao local passando mal e foi medicado no Pronto Socorro Municipal onde a equipe que o atendeu diagnosticou uma crise hipertensiva (Canecão tem 72 anos de idade). Ele foi medicado e por volta das 15 horas liberado pelos médicos tendo seguido imediatamente para a Delegacia de Polícia Cívil de Cataguases onde prestou depoimento.

De acordo com a Lei das Eleições (nº 9.504/97), o recrutamento de eleitores ou a propaganda de boca de urna pode resultar em seis meses a um ano de detenção, com alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e multa que pode variar de R$ 5.320,50 a R$ 15.961,50.

Fonte: Marcelo Lopes


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