Hepatite desconhecida: criança está em estado grave e espera por transplante

Desde de Abril deste ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) foi notificada através do Ponto Focal Nacional do Regulamento Sanitário Internacional do Reino Unido, sobre o surgimento expressivo de novos casos de hepatite aguda grave em pacientes pediátricos previamente hígido de etiologia desconhecida.

Nos pacientes em questão, foi descartada a possibilidade de infecção por vírus hepatotrópicos como os vírus A, B, C, D e E. No entanto, um ponto comum relevante entre os casos e que chamou a atenção foi a detecção de coronavírus (Sars-CoV-2) e/ou adenovírus em vários desses pacientes.

Em Minas Gerais, até na última terça-feira, (26/07) foram notificados ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS-Minas) 16 casos sugestivos da doença. Além dos seis suspeitos, o Estado avalia outros seis como não atendem aos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Outros três casos foram considerados como inconclusivos e um caso foi descartado.

Santana do Manhuaçu

Dos casos suspeitos atualmente os pacientes são residentes de Araguari, Ibirité, Juiz de Fora, Santana de Manhuaçu, Tiradentes e Uberlândia, sendo que de acordo com a Secretária Municipal de Saúde de Santana do Manhuaçu, Natália Rodrigues, o paciente do município é uma criança residente na zona rural e deu entrada na unidade de municipal de saúde com fortes dores abdominais, falta de apetite, vômito e apresentava o quadro de icterícia.

Natália disse que todos os procedimentos iniciais para atendimento da criança foram tomados de acordo com as orientações dos órgãos de saúde.

“Após os primeiros atendimentos no município, buscamos vagas no hospital de referência na capital mineira e a criança foi transferida para Belo Horizonte e seu quadro de saúde é bastante grave e os médicos aguardam a possibilidade de um transplante de fígado”, disse secretária.

Ainda de acordo com ela, a Secretário Municipal de Saúde está acompanhando o caso de perto e prestando toda assistência aos familiares. “Além das medidas de higiene sanitárias é muito importante que os pais mantenham o cartão de vacina dos filhos atualizado, principalmente com as vacinas contra a COVID”, finaliza Natália Rodrigues.

Fonte: Jailton Pereira – Portal Caparaó

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