Incêndio em bambuzal atrás do Seminário Santo Antônio foi causado por homem que soltava ‘bombinhas’ com o filho em Juiz de Fora
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito policial que apurou as circunstâncias do incêndio que atingiu uma área de vegetação nos fundos do Seminário Santo Antônio, em Juiz de Fora, no dia 27 de abril deste ano. As investigações identificaram que o fogo foi provocado por um homem, de 38 anos, que brincava com o filho utilizando artefatos explosivos conhecidos popularmente como bombinhas.
Conforme apurado, uma das bombinhas lançadas atingiu a vegetação rasteira seca existente no local, dando início às chamas que se alastraram rapidamente pela área. Durante as apurações, os policiais civis conseguiram identificar o responsável, que foi ouvido e confessou formalmente ter dado causa ao incêndio, assumindo a responsabilidade pelos fatos.
As investigações apontaram que não houve intenção deliberada de provocar o incêndio. No entanto, a conduta resultou em danos ambientais e configura crime previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605/1998).
Ao término dos trabalhos, o investigado foi indiciado pelo crime de provocar incêndio em mata ou floresta na modalidade culposa, previsto no artigo 41, parágrafo único, da legislação ambiental, cuja pena é de detenção de seis meses a um ano, além de multa.
O delegado responsável pelas investigações, Marcos Vignolo, destaca que a ausência de intenção não afasta a responsabilização criminal nem a obrigação de responder pelos prejuízos causados. “O caso serve de alerta para a população. Mesmo sem a intenção de provocar um incêndio, atitudes aparentemente simples podem gerar grandes proporções, causar danos ambientais significativos e resultar em responsabilização criminal e civil”, ressaltou.
O delegado também ressaltou que a PCMG monitora ocorrências de incêndios em áreas de vegetação, especialmente com a aproximação do período de estiagem, quando as condições climáticas favorecem a propagação do fogo. “Todos os focos de incêndio com indícios de ação humana serão investigados para identificação da autoria e responsabilização dos envolvidos”, finalizou Vignolo.
Fonte: PCMG











