Latrocínio: preso acusado de matar idoso de 70 anos com 27 tiros

Após ininterruptas diligências, na tarde dessa quarta-feira (15), a Polícia Civil de Minas Gerais prendeu em flagrante delito, em Juiz de Fora, um jovem de 22 anos, suspeito de ter praticado o crime de latrocínio – roubo seguido de morte – em desfavor de um idoso de 70 anos. O corpo do homem foi encontrado na noite de terça-feira (14), em sua residência, no distrito de Torreões. A perícia compareceu ao local do crime e constatou 27 perfurações pelo corpo da vítima.

Apurações indicam que o suspeito prestava serviços para o homem, mas também tinha uma dívida com a vítima de, aproximadamente, R$2mil. Na última semana, ele teria procurado o idoso, pois estaria precisando de mais dinheiro, no entanto, a vítima não teria emprestado o valor. Conforme o Delegado Carlos Eduardo Santos Rodrigues, durante as diligências, os policiais civis da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos identificaram diversos indícios que apontam a autoria do crime.

“O celular da vítima, subtraído na data do crime, foi localizado em um escadão, ao lado da residência da mãe do rapaz e, após investigação, foi possível apurar que o jovem estaria com a mão cortada e teria sido visto com tal aparelho”, explicou, complementando que a análise de imagens de câmeras também auxiliou nas investigações. “Foi possível visualizar o suspeito saindo do condomínio em seu carro, momentos após o fato”, contou.

Segundo a autoridade policial, o jovem foi localizado escondido no interior da casa dele, em um local de difícil acesso.

“Na residência, foram encontradas a caixa de som – também subtraída da vítima – e as vestes que teriam sido utilizadas pelo suspeito, durante a ação”, disse, destacando que, posteriormente, também foi possível apreender o veículo do jovem e a faca que teria sido utilizada no crime, bem como recuperar uma televisão.

Ainda de acordo com o Delegado, o investigado confessou a prática do delito, informando que o crime teria sido cometido, pois a vítima não estaria pagando o suspeito pelos seus serviços. A autoridade policial também destacou o trabalho realizado.

“Os policiais civis trabalharam de forma incansável, até que o autor estivesse preso e que todos os objetos afetos à investigação estivessem apreendidos. Além disso, a atuação rápida da PCMG fez com que as provas do delito não se perdessem, tornando a investigação mais robusta, mesmo que realizada de maneira extremamente rápida”, ressaltou.

O suspeito teve a prisão ratificada pelo crime de latrocínio e foi encaminhado ao sistema prisional. “As penas para tal crime podem chegar a 30 anos de prisão”, concluiu o Delegado.

Fonte: PCMG


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