MG investiga seis casos suspeitos de hepatite misteriosa infantil, incluindo caso na região

Após nova atualização nesta semana, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) disse que o Estado investiga seis casos suspeitos da hepatite misteriosa infantil. O boletim é atualizado toda terça-feira. Os principais sintomas relatados são dor abdominal e vômitos, acompanhados de alterações de enzimas hepáticas.

Segundo a pasta, até essa terça (26), foram notificados ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS-Minas) 16 casos sugestivos de hepatite aguda de etiologia desconhecida. Além dos seis suspeitos, outros três casos foram considerados como inconclusivos e um caso foi descartado. Além disso, o Estado considerou que outros seis casos não atendem aos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde, porém não os descartou por completo.

Dos casos suspeitos atualmente, os pacientes são residentes de Araguari, Ibirité, Juiz de Fora, Santana de Manhuaçu, Tiradentes e Uberlândia.

Hepatite aguda infantil pode estar ligada a vírus comum, diz estudo

Estudos conduzidos pela Universidade de Glasgow e por um hospital de Londres indicam que alta recente em casos de hepatite aguda entre crianças está provavelmente ligada a um vírus infantil comum.

As pesquisas sugerem que um outro vírus comum estava presente na maioria dos casos, e está mais provavelmente envolvido nas raras, porém graves, complicações hepáticas.

O estudo investigou a possibilidade de que casos de hepatite sem origem definida estariam ligados à infecção prévia por covid-19. No entanto, segundo os cientistas responsáveis, a lesão hepática direta por SARS-CoV-2 parece improvável, pois apenas dois de nove casos foram positivos ao vírus.

Países por todo o mundo começaram a reportar casos de inflamação grave do fígado causada por origem desconhecida em crianças em abril deste ano. Pelo menos 1.010 casos foram registrados em 35 países, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No total, 46 crianças precisaram de transplantes de fígado e 22 morreram.

No Brasil, até o momento, seis casos são considerados “inconclusivos”, dos quais três precisaram de transplante e uma criança morreu. Um outro caso é tratado como provável, segundo informe divulgado pelo Ministério da Saúde no dia 14 de julho. Ao todo, 44 casos seguem em análise como “suspeitos”.

Fonte: O Tempo / Agência Brasil

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