Ministério Público denuncia servidor público por tráfico e produção de drogas na zona rural de Ubá

Em operação realizada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) – Regional da Zona da Mata, em conjunto com as polícias Militar e Civil de Minas Gerais, foi encontrada uma complexa estrutura voltada à produção em larga escala de “maconha” em um imóvel ligado a um servidor público da área ambiental.

No imóvel alugado pelo servidor, situado na zona rural de Ubá, na zona da mata mineira, agentes do Gaeco e policiais encontraram um sofisticado centro de armazenamento, cultivo e produção da droga cannabis sativa l., num contexto altamente profissional, constituindo-se laboratório voltado ao tráfico permanente de substâncias entorpecentes.

Na residência, foram apreendidos pela polícia grande volume de porções da droga identificada como cannabis sativa l., várias unidades do vegetal, além de diversos materiais voltados à preparação e à produção das substâncias proibidas, como dois aparelhos de ar condicionado, esquema de irrigação e de iluminação para as plantas proibidas, inclusive com lâmpadas próprias, balança de precisão, prensa artesanal hidráulica de madeira e metal e fita adesiva.

No local, também foram apreendidas aproximadamente 200 unidades do vegetal, além de plantas em estágios umedecido e seco, e diversas sementes. Todos os materiais foram periciados e reconhecidos como “maconha”.

O servidor público foi denunciado em maio de 2021 pelo MPMG pela prática dos crimes de tráfico de drogas e de maquinário para fabricação de drogas (artigos 33 e 34 da Lei nº 11.343/2006) e pela posse irregular de munições de arma de fogo (art. 12 da Lei nº 10.826/2003). Na mesma oportunidade, o Ministério Público também fez uma representação pedindo a perda do cargo público do denunciado e pela decretação da sua prisão preventiva.

O servidor não foi preso em flagrante no dia da operação, pois não se encontrava no endereço. Ele é considerado foragido da Justiça e qualquer informação sobre seu paradeiro deverá ser repassada às autoridades competentes.

Segundo o promotor de justiça Breno Costa da Silva Coelho, da unidade de Visconde do Rio Branco do Gaeco Zona da Mata, há elementos que provam que o servidor público denunciado, que é engenheiro agrônomo, se valia de seus conhecimentos técnicos para cultivar e produzir a droga “maconha” em larga escala, num contexto estruturado e profissional.

Fonte: MPMG


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