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Polícia Civil de Cataguases trabalha em caso de desvio de mais R$ 500 milhões dos cofres públicos

Policiais civis de Cataguases cumpriram, no começo da manhã desta quarta-feira (30), mandado de busca e apreensão na casa de H.M.A., no centro da cidade. O objetivo era encontrar documentos que comprovem o envolvimento de seu cunhado, Ronilson Bezerra Rodrigues, ex-subsecretário municipal de Finanças de São Paulo na gestão de Gilberto Kassab, em um esquema de fraude que teria provocado um prejuízo de R$500 milhões aos cofres daquele município. Policiais civis apreenderam computadores e diversas pastas com documentos que serão entregues ao Ministério Público para análise.

Segundo noticiou a Agência Estado, “a suspeita contra os fiscais presos começou em março, quando todos os funcionários da Prefeitura tiveram de entregar declarações de bens à Controladoria. Essas declarações foram cruzadas com o salário de cada servidor. O patrimônio dos quatro pareceu ser muito acima de seus salários. Eram lanchas ancoradas no litoral do Rio, pousadas na Região Serrana daquele Estado e lotes em condomínios de luxo do interior paulista, além de diversos imóveis – um dos auditores tem, sozinho, mais de 30 imóveis. Os bens são incompatíveis com seus rendimentos mensais, de cerca de R$ 18 mil.”




Ainda segundo a agência de notícias, “ao passar a investigá-los, os técnicos apuraram também que a Prefeitura arrecadava menos imposto nas obras fiscalizadas por eles do que nas vistoriadas pelos outros servidores que desempenham as mesmas funções. As obras fiscalizadas pelo quarteto, espalhadas pela cidade mas concentradas na região do Tatuapé (zona leste), eram majoritariamente imóveis de luxo.”

De acordo ainda com a Agência Estado, “com esses indícios, a Controladoria contatou o Ministério Público Estadual, que obteve autorização judicial para quebrar os sigilos bancário, telefônico e fiscal dos suspeitos. No inquérito, o promotor público Roberto Bodini, do Grupo Especial de Combate a Delitos Econômicos (Gedec), também ouviu testemunhas que confirmaram terem sido achacadas pelos suspeitos para que eles emitissem a quitação do ISS. Dessa forma, foi possível diagnosticar o esquema.”

Por fim, aquela agência informa que “O grupo vai responder a processo por formação de quadrilha, corrupção (ou concussão), lavagem de dinheiro e advocacia administrativa (usar indevidamente as facilidades do cargo). A gestão Haddad também vai instaurar processo administrativo contra os quatro.” Além de Ronilson, são suspeitos de participarem da fraude o ex-diretor de arrecadação da secretaria Eduardo Horle Barcellos e os auditores Luis Alexandre Cardoso Magalhães e Carlos Augusto di Lello Leite do Amaral. Todos foram presos no final desta manhã de terça-feira.




Fonte: Marcelo Lopes




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