Polícia Civil instaura inquérito para apurar clínica de repouso de idosos em Juiz de Fora

A Polícia Civil de Minas Gerais, após determinação do Ministério Público para comparecimento em uma clínica de repouso para idosos, que funciona no Bairro Graminha, em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, abre inquérito contra a proprietária para apurar as condições insalubres as quais os idosos eram submetidos.

Policiais do Núcleo do Idoso, junto com representantes da Vigilância Sanitária Municipal, realizaram visita a uma clínica de repouso de idosos, que funciona no Bairro Graminha .

Segundo a autoridade policial responsável pelo Núcleo, Dr. Hamilton, o local apresentava-se em péssimas condições de higiene e com estrutura precária: colchões em péssimas condições, quartos sem iluminação adequada, camas quebradas, banheiros com o chão sujo de fezes e sem papel higiênico, sala de enfermagem com infiltração no teto e alagada, lavanderia insalubre, entre outros problemas que inviabilizariam o funcionamento da instituição.

Segundo o delegado, a clínica já havia sido interditada pela vigilância sanitária, mas continuou a funcionar por força de uma liminar da justiça. Diante da situação apresentada, a proprietária foi encaminhada à Delegacia do Idoso, onde prestou declarações e foi liberada, por tratar-se de crime de menor potencial ofensivo, sendo instaurado inquérito policial para apurar o fato. Ainda segundo o delegado, este é o segundo inquérito instaurado contra a proprietária da clínica.

A fim de solucionar o problema quanto as condições a que os idosos estavam submetidos, foi solicitada reunião com a secretária de assistência social do município, Maria Luiza, e com a subsecretaria, Valéria, que se mostraram muito sensíveis à situação dos idosos e imediatamente conseguiram vagas para os mesmos em um outro lar para idosos no município.

Ainda durante a reunião, foi estabelecida uma parceria entre a Delegacia do Idoso e a Secretaria de Assistência Social, para verificação das denúncias de maus tratos, a fim de que todas as denúncias sejam apuradas.

Fonte: PCMG


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