“Territórios da Agroecologia” apresenta experiências de cuidado com o meio ambiente em Divino e outras cidades

“Cuidar da terra sem prejudicar a natureza”. Assim como Eliete Rufino, agricultora familiar de Divino (MG), milhares de famílias estão semeando relações saudáveis com o meio ambiente e entre as pessoas em todo o país, por meio da agroecologia.

A proposta tem sido cada vez mais abraçada e defendida nos territórios, não só como modelo de agricultura sustentável, mas também como uma forma de transformar a realidade das pessoas nela envolvidas.

Para falar dessas transformações a partir do olhar das próprias agricultoras e agricultores, a Articulação Nacional de Agroecologia lança, em parceria com organizações não governamentais atuantes em seis territórios, uma série de vídeos e podcasts que contam como, em diferentes locais, a agroecologia tem oferecido respostas aos desafios da conjunção de crises que atravessamos – climática, ecológica, econômica, sanitária.

A conservação e multiplicação de sementes crioulas, as práticas ecológicas de recuperação da fertilidade dos solos, os cultivos consorciados sem uso de agrotóxicos e fertilizantes industriais, o cuidado com as fontes de água são alguns exemplos de ações lideradas pelas redes de agroecologia em diversos territórios do país, com a participação ativa das famílias agricultoras, movimentos sociais e organizações de assessoria.

Aliadas a isso, circuitos locais e regionais de produção e consumo de alimentos mostram como a agroecologia ganhou escala nas últimas décadas, democratizando o acesso a alimentos saudáveis livres de agrotóxicos e transgênicos. As histórias mostram também as lutas por justiça social e convidam a promover a participação das mulheres e das juventudes nas decisões da família, nas comunidades, na economia e na política.

No momento de convergência de crises que atravessamos, é urgente repensarmos as formas de produção e consumo de alimentos. Na série Territórios da Agroecologia, vemos como esse caminho já vem sendo trilhado em diversos territórios do país. Confiança, diversidade, saúde, participação, transformação, alegria. Como declara o agricultor João Félix de Sousa do território do Sertão Central do Ceará: “eu sonho alto, mas minha altura é essa”.

Os materiais podem ser acessados no site: agroecologia.org.br.

Fonte: Senar


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