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Índice de 2,4 coloca Muriaé em alerta no combate ao Aedes aegypti

O primeiro Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) do ano em Muriaé mostrou que a guerra contra o mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika, dentre outras doenças, continua. O Índice de Infestação Predial (IIP) obtido foi de 2,4 – considerado de risco médio e que coloca o município em situação de alerta. Vale lembrar que o IIP considerado é considerado satisfatório somente quando fica abaixo de 1,0.

O LIRAa foi realizado entre os dias 9 e 13 de janeiro, com coleta de amostras de larvas de insetos em toda a área urbana de Muriaé – para isso, a cidade foi dividida em quatro diferentes estratos, levando-se em consideração as características socioambientais dos diversos bairros. O material coletado seguiu para análise no laboratório do departamento de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde, a fim de se confirmar a ocorrência de Aedes aegypti em cada área.




– A principal vantagem desta metodologia é gerar o índice de forma rápida e segura, norteando nossas escolhas de estratégias para controle do mosquito – informa a diretora do departamento, Carla Morcerf.

O maior IIP foi verificado na área 3, que inclui os bairros Centro, Coronel Izalino, Gávea, Recanto Verde, Jardim das Palmeiras, Boa Vista, Quinta das Flores, Primavera, Alto do Castelo, Vale do Castelo, São Francisco, Santo Antônio (incluindo a região do Pontilhão) e João VI. O índice de 3,5 calculado no estrato se aproxima do patamar máximo do risco médio, que é de 3,9. Acima deste número, a possibilidade de surto das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti é considerada alta pelos órgãos de saúde.

Para tentar conter a proliferação do mosquito, a Vigilância Ambiental já tem ações planejadas – entre elas, realização de tratamento para eliminação de larvas, vistoria quinzenal de locais considerados estratégicos, instalação de armadilhas com larvitrampas para pesquisa entomológica semanal e aplicação de Ultrabaixo Volume (UBV) Costal em raio de 150 metros das residências de pessoas infectadas.




– É muito importante que, em caso de suspeita de dengue, zika ou chikungunya, o paciente compareça ao posto de saúde para realização de exame clínico. Dessa forma, seremos notificados sobre cada caso e poderemos agir com mais eficácia no combate ao Aedes aegypti – ressalta Carla.

Além das ações já citadas, outras atividades também estão programadas, como a reestratificação dos bairros de acordo com as áreas de risco verificadas, a organização de mutirões de limpeza, a mobilização social com distribuição de material educativo e a integração entre os agentes de controle de endemias e os comunitários de saúde. Os resultados alcançados serão debatidos em reuniões quinzenais do Comitê Interinstitucional de Mobilização, Prevenção e Controle da Dengue, Chikungunya e do Zika Vírus.




A população também pode e deve fazer sua parte. A regra geral é erradicar toda e qualquer possibilidade de acúmulo de água parada, por meio de medidas simples, porém eficazes, contra a proliferação do mosquito, tais como: guardar pneus e vasilhames apenas em locais cobertos; manter caixas d’água, poços e galões sempre tampados; realizar o tratamento de piscinas e a limpeza de calhas de telhado e de bandejas de ar-condicionado; retirar cacos de vidro fixados sobre muros; limpar e/ou tampar ralos; colocar areia nos pratos sob vasos de plantas; lavar as vasilhas de água de animais de estimação sempre utilizando água, sabão e escova ou esponja; e dar descarga ao menos duas vezes por semana em vasos sanitários destampados e sem uso.

Fonte: PMM

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