Profissionais da saúde de Muriaé fazem treinamento para atender vítimas de animais peçonhentos

Nos últimos cinco anos, quase dois mil casos de acidentes causados por animais peçonhentos foram registrados dentro da área da Unidade Regional de Saúde (URS) de Ubá, o que motivou a equipe a fortalecer a atuação assistencial às vítimas deste tipo de ocorrência.

Neste sentido, no dia 23 de março, o setor de Vigilância Epidemiológica da URS Ubá realizou a capacitação para enfermeiros e médicos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e Hospital São Paulo, ambos de Muriaé. A ação possibilitou a análise local da situação de saúde, bem como o aprimoramento no diagnóstico e tratamento de acidentes, de acordo com protocolos e notas técnicas atuais.

Com o tema “Acidente por animais peçonhentos: identificação e tratamento”, foi realizada análise epidemiológica com a frequência dos casos, tratamentos aplicados e agravamentos. “Pontuamos também sobre possíveis falhas nas investigações, com intuito de minimizar o número de ocorrências e os danos que podem causar para vítimas no futuro.

Essa reflexão é importante para aprimorar os processos de trabalho, alinhar com o fluxo da Regional, atualizar de acordo com o que há de mais avançado cientificamente, bem como aproximar a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) da realidade enfrentada nos municípios”, disse Wallan MacDonald, referência técnica em acidentes por animais peçonhentos da URS Ubá.

“Nossa equipe tem se esforçado para interpretar os dados dos sistemas do SUS e pautar nossa região de Saúde nos temas que identificamos como necessários, como é este o caso. A dificuldade de acesso ao serviço, ou mesmo por desinteresse e desinformação dos pacientes, pode ser um fator que leva ao agravamento, e os profissionais de saúde precisam estar sensibilizados para esta demanda. É uma grande satisfação perceber a boa acolhida das nossas propostas nos municípios, o que denota que temos acertado nas escolhas de atuação”, afirmou Aline de Almeida Prado, diretora da URS Ubá.

Fonte: SES-MG


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