Personalidades de Muriaé – Dr. Afonso Augusto Canêdo



Dr. Afonso Augusto Canêdo, nascido em 29 de setembro de 1877, falecido em 13 de dezembro de 1963.

Em 1977, a Folha de Muriaé número 278 publicou uma homenagem ao Dr. Afonso com o seguinte conteúdo:

Dr. Afonso Augusto Canêdo – Centenário de seu nascimento

Descendente de duas famílias de velha aristocracia rural mineira, os Canêdo e Oliveira Pena, nascia a 29 de setembro de 1877 na fazenda Barra Alegre o Dr. Afonso Augusto Canêdo.

Foram seus pais o Desembargador Antonio Augusto da Silva Canêdo então juiz de Direito desta Comarca, por ele instalada, e Deputado às Côrtes e de D. Eudoxia Augusta de Oliveira Pena, mulher virtuosa e enérgica que na ausência do marido cumprindo mandatos eletivos, geria a fazenda que instalaram nas proximidades desta cidade. Passou o Dr. Afonso sua infância aqui em Muriaé e em Barbacena onde a família veraneava em seu palacete barroco da Rua Lima Duarte. Fez seus primeiros estudos no famoso colégio Abílio e posteriormente, o curso de humanidades no tradicional Colégio Caraça, pertencendo à turma que deu ao Estado grandes homens públicos como Afonso Pena Junior, Arthur Bernades e Melo Viana. Terminando o curso de humanidades, mais tarde fez na Academia de Comércio de Juiz de Fora o de Bacharel em ciências contábeis.

Com o falecimento de sua venerada mãe, por alguns tempos emprestou sua atividade gerindo a “Barra Alegre”.

Deixando a fazenda instalou-se em Juiz de Fora e ali participou da administração de uma sociedade de crédito imobiliário. Mas a vocação para o comércio o fez tornar a Muriaé e aqui se estabeleceu definitivamente, atuando no comércio de café e em pequenas indústrias de laticínio e marcenaria.

Dotado de visão e boa estrela, soube progredir paulatinamente, e por amor à terra natal, aqui mesmo investiu em imóveis tudo quanto amealhou ao longo dos anos de intenso trabalho, havendo dotado, a cidade na década de 20, de um conjunto habitacional a que deu o nome de sua progenitora Eudoxia Canêdo. Paralelamente impulsionado pela vocação herdada de seu pai, participou sempre da vida política do Município embora nunca pleiteasse cargo político eletivo.

As circunstâncias, entretanto, o levaram a assumir a administração do Município. Aderindo ao programa renovador da Aliança Liberal, teve destacada atuação na Revolução de 1930, congregando os elementos municipais que apoiaram decisivamente as forças chefiadas pelo General Barcelos e Cel. Oto Feio. Vitoriosa a Revolução, foi convocado pelo Presidente do estado Olegário Maciel para exercer o cargo de Prefeito do município em cuja função agiu com zelo e probidade, deixando marcada sua administração com melhoramentos na cidade.

Apesar de emprestar sua colaboração ativa na vida política no período revolucionário e do Estado Novo, nunca deixou de diretamente estar à frente de seu estabelecimento comercial.

Afastando-se da liderança política para deixa-lo nas mãos de seus filhos Antonio e Pio, continuou ainda por muito tempo exercendo sua atividade comercial a qual, por imposição da idade e saúde, deu por encerrada já nas vésperas de seu desaparecimento, vivendo apenas para a família, cercado sempre de consideração dos conterrâneos e de um elevado número de amigos e correligionários.

Faleceu aos 86 anos em 13 de dezembro de 1963 recebendo dos munícipes ao desfecho de seu funeral as homenagens que muito mereceu pela dedicação para sua terra natal e alto conceito de que desfrutava.

De seu casamento com D. Maria Soares Canêdo (D. Tita), que falecera pouco antes, descendente de ilustre família muriaense, deixou seis filhos: Afonso Canêdo Filho, casado com Wilhelmina Bicalho Canêdo, Dr. Antonio Augusto Soares Canêdo falecido casado com Oneyda Passos Canêdo; Carolina Soares Canêdo: José Augusto Soares Canêdo, casado com Ely Cata-Preta Canêdo; Dr. Pio Soares Canêdo, casado com Maria Ângela de Medeiros Canêdo; e Maria Izabel Canêdo.

De seus numerosos netos, o primeiro, na ordem de idade é o deputado Ronaldo Passos Canêdo.

Fonte: FUNDARTE

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