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Coluna do Leandro Demarque – Carro seminovo: perigos e vantagens

Olá amantes de carros! O comércio de carros novos está em queda jamais vistas no Brasil, com isto elevou um segmento que vinha em queda e agora virou o jogo, o carro seminovo ou usado. O segmento deu uma guinada, mas apesar de uma boa opção neste momento, nos reserva algumas surpresas desagradáveis se não tomados alguns cuidados que vamos abordar aqui para ajudar você consumidor.

A oferta está a todo vapor. Todos os dias, observamos anúncios em veículos, jornais, televisão e principalmente internet, onde podemos escolher a vontade.

Mas aqui vamos começar a enumerar alguns cuidados básicos para você não passar de sonho para pesadelo.




Primeiramente você deve fazer a pesquisa de saber o que realmente lhe atende. Eu tenho um carro hatch, quero um sedan, um SUV, ou quero continuar com um do mesmo segmento pois me atende bem?

Segundo, eu tenho dinheiro para comprar um mais novo ou vou precisar financiar? Isto se deve, pois o financiamento, neste momento de crise o crédito está escasso e a taxa de cara, dificilmente menor que dois por cento ao mês. Então isto quer dizer um montante final muito elevado. Meu conselho é que no caso de ter que financiar, faça em menor quantidade de meses possível para não onerar muito o valor final e de preferência financie apenas cinquenta por cento a mais que seu carro vale.

Passado esta fase de valores, você deve estar atento a olhar o veículo de perto, andar no mesmo em pisos diversos para constatar barulhos, amortecimento e dirigibilidade do veículo. Depois procure um mecânico de sua confiança para saber da parte mecânica em geral e pergunte ao proprietário, qual a última troca de óleo, filtros, correia dentada, pneus, alinhamento que foi feito.




Você não vai ser um completo especialista em veículos, mas vão aqui algumas dicas para observar detalhes que geralmente profissionais do ramo olham quando vão avaliar um. Primeiro olhe a quilometragem do veículo, pois as médias de rodagem aceitável são entre dez a quinze mil quilômetros por ano, acima disto, sinal amarelo. Alguns maus profissionais do ramo mudam o velocímetro de veículos regredindo, para não parecerem tão rodados, sendo assim observe se o volante do veículo, o câmbio da marcha, a lateral das portas, pedais e forro de teto se estão gastos além da conta, além da altura do pedal de embreagem, fazendo controle com o veículo em movimento. Isto dentro do veículo.

Por fora olhe a validade dos pneus, onde todos se você observar tem data de fabricação gravada, além do desgaste deles. Nas portas olhe nas borrachas de vedação se se encontram firmes e se as fechaduras e trincos acionam com suavidade.




Na parte da frente, observe se as gretas do capô e laterais estão alinhadas e não destoam umas das outras. Abra o capô e observe marcas de chaves ou resquícios de tintas nos parafusos e se os suportes dos faróis não foram colados ou estão quebrados, além do foco dos mesmos.

Na parte traseira, abra a porta malas e veja a condição do forro, estepe, chave de rodas, macaco e triângulo encontram-se no local.

E por último o teto, veja se contém deformações.

Sei que são muitas coisas que citei aqui, mas vai a dica de digitar um check list antes de sair de casa para poder lembrar tudo e vá marcando o que você encontrou de bom ou de detalhes, pois isto vai te ajudar até na hora de negociar.

Depois que você realmente viu tudo isto, negocie e mostre detalhes e imperfeições que encontrar, para tentar levantar o menor preço possível.

Saindo dos aspectos de cuidados e avaliações, evite veículos de pouca procura, cores exóticas e de preferência, pesquise valores de manutenção do mesmo, pois podem desvalorizar muito e vai te dar dor de cabeça na hora de passar para outro mais novo. No mais, peça informações do veículo de interesse, da revenda, e lembre-se, você tem noventa dias de garantia, que constam no código de defesa do consumidor, para reclamar seus direitos se constatar problemas ou não cumprimento de combinado, sempre fazendo de preferência pessoalmente e documentado em e-mail, ou carta assinada pelo vendedor.

O importante é sempre que possível atualize seu carango, para poder estar com um mais novo e evitar perca de valores e alta manutenção.

Dúvidas, críticas ou sugestões envie e-mail para: [email protected]

Autor: Leandro Demarque, formado em gestão empresarial, líder coaching, há 10 anos no ramo de automóveis

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