Caminhoneiros agendam caravanas contra política de preços da Petrobras

Objetivo é partir de Curitiba (PR) no dia 20 de maio e percorrer diversas cidades do Brasil

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Foto: Guia Muriaé
Entidades que reúnem caminhoneiros estão programando uma caravana para protestar contra a criminosa política de preços da Petrobras, adotada no governo Michel Temer e mantida na gestão Jair Bolsonaro. O objetivo é partir de Curitiba (PR) no dia 20 de maio e percorrer diversas cidades do Brasil, onde carreatas serão organizadas.

A carreta que vai “puxar” a caravana já está quase pronta, segundo o presidente da ANTB (Associação Nacional de Transporte do Brasil), José Roberto Stringasci, e vai circular sob a assinatura de um movimento batizado de “Soberania Já”. Sob uma lona verde e amarela, pedem o fim do PPI (Preço de Paridade Internacional) e a reestatização de empresas estratégicas. A lista de cidades está sendo definida de acordo com os locais onde lideranças da categoria conseguirem mobilizar outros protestos.

A troca no comando da Petrobras, ocorrida após a disparada dos preços dos combustíveis, não acalma os ânimos em setores com custos sob pressão. Na quinta (14), José Mauro Coelho assumiu a presidência da estatal e defendeu a política de paridade de preços.

Para Plínio Dias, presidente do CNTRC (Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas), é lamentável que o governo ainda apoie a paridade. “O Brasil sempre paga o pato”, afirma. “Podíamos ter um petróleo em real – e não em dólar.”

O diretor da CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística), Carlos Alberto Litti Dahmer, também desdenha da substituição. “Pode trocar toda semana que não vai mudar nada. Tudo o que ele diz traz o mesmo conceito de quem estava lá antes, não tem nada de novo. Você muda as moscas, mas o cheiro é o mesmo”, diz. Litti, que é caminhoneiro autônomo de Ijuí (RS), critica também a velocidade com que a Petrobras repassa as quedas de preços do barril de petróleo e da cotação do dólar, a que ele considera incompatível.

Na avaliação de Wallace Landim, o Chorão, presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), o efeito em cadeia da alta dos combustíveis já é visto nos preços dos alimentos. “Não temos para onde correr, nossa única opção é repassar o aumento do diesel para o preço do frete, e o resultado nos vemos nas prateleiras do supermercado, e quem sofre são os mais pobres, que não conseguem mais comer.”

Política de preços da Petrobras só é boa para os EUA

Nesta quarta-feira (23) a Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) reiterou editorial publicado no final de 2017 em que afirma que a política de preços da Petrobras beneficia os produtores norte-americanos e prejudica o consumidor brasileiro. A greve dos caminhoneiros expôs a política comandada pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, que avalizou aumentos sucessivos no preço dos combustíveis.

Fonte: Vermelho, com informações da Folha.com

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