Derivado da maconha pode ajudar no tratamento pós Covid-19

Um estudo inédito comandado por pesquisadores brasileiros vai testar se o canabidiol (CBD), componente sem efeito psicoativo da maconha, pode ser usado no tratamento a longo prazo em pacientes que ficaram com alguma sequela pós Covid-19, ou na chamada Covid longa.

A eficácia comprovada contra outros casos inflamatórios parecidos com os da Covid-19 é uma das hipóteses levantadas pelos pesquisadores.

Coordenador da pesquisa e professor associado da faculdade de medicina da Universidade de São Paulo (USP), Edimar Bocchi, detalha como o derivado atua no tratamento. “O canabidiol atua através do sistema imunológico e bloqueia a informação, e essa medicação tem um grande potencial de beneficiar a sintomatologia dos pacientes pós Covid-19”, explica.

Ainda segundo o pesquisador, o processo de pesquisa vai ser feito de forma ativa usando pacientes que já tiveram a doença. “Ligaremos para pacientes que tiveram Covid-19 e verificaremos o grau de comprometimento da qualidade de vida que eles têm e se eles não tiverem nenhuma contraindicação contra o estudo. Em seguida, eles são sorteados a tomarem o placebo por três meses, e por fim é testado se essa medicação é efetiva ou não”, diz.

Dados da Covid-19

O Brasil registrou 11.202 novos casos e 333 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com a última atualização do Ministério da Saúde, em 17 de setembro. Ao todo, mais de 21 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. O número de pessoas que morreram pela doença no País é de 589.573. Mais de 20,1 milhões de pessoas já se recuperaram da Covid-19 e outros 310 mil casos ainda estão em acompanhamento.

A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,8%. O Rio de Janeiro é o estado com o indicador mais elevado entre as 27 unidades da federação: 5,55%. Em seguida estão São Paulo, Amazonas e Pernambuco, todos com o índice acima dos três pontos percentuais.

Fonte: Brasil 61


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