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Campanha busca evitar atuação de “flanelinhas” em Muriaé

A Prefeitura de Muriaé iniciou, na última semana, a campanha “Não Dê Dinheiro para os Flanelinhas”.

A ação de abertura, que mobilizou equipes da Secretaria de Desenvolvimento Social e do Demuttran, contando também com apoio da Polícia Militar, aconteceu na quarta-feira (8), com panfletagem no Mercado do Produtor Rural. A iniciativa vai promover o encaminhamento dos chamados “flanelinhas” (pessoas que fazem de maneira irregular o controle de vagas para veículos em locais de grande movimentação) para os dispositivos de assistência social existentes na cidade, além combater a cobrança indevida de estacionamento nessas áreas.

A coordenadora do Serviço de Abordagem Social da Prefeitura, Arianne Lima, conta que a ideia de promover a campanha surgiu após o recebimento de denúncias feitas pelos frequentadores da feira. “Constatamos que grande parte das pessoas que estavam atuando no controle de vagas no Mercado do Produtor Rural vivem em situação de rua”, afirma. “Então, a nossa ação as orientou a procurar os diversos serviços que temos à disposição. São dispositivos com diferentes finalidades, que vão desde a realização de atividades de convívio social até o oferecimento de uma melhor qualidade de vida para dependentes químicos”, completa.




O trabalho informal como flanelinha não é regulamentado por lei na cidade, sendo, portanto, considerado como contravenção penal. Assim, apenas a Administração está autorizada, por conta própria ou por meio de contratos firmados com terceiros, a realizar o controle de estacionamento em locais públicos, ficando os infratores sujeitos a multas e até prisão. “Enquanto não houver autorização para que as pessoas possam realizar este tipo de serviço, ele não pode acontecer em hipótese alguma”, informa o chefe do Departamento de Análise e Gestão de Trânsito do Demuttran, Jackson Fernandes. Segundo ele, além da região da feira, a atuação irregular também se observa, em dias de eventos, nas proximidades do Estádio Soares de Azevedo e do Parque de Exposições.

Relatos apontam que abordagens não seguem padrão

De acordo com relatos de muriaeenses que frequentam a feira, a abordagem dos flanelinhas nem sempre é pacífica. “Já houve uma ocasião em que colocaram um cavalete na frente do meu carro e exigiram pagamento para me deixar sair da vaga”, lembra a dona de casa C.F., de 52 anos. Já o empresário J.T., de 47 anos, afirma nunca ter tido problemas. “Jamais me senti pressionado ou obrigado a contribuir com dinheiro”, diz.




O prefeito Grego se mostra preocupado com a questão. Para ele, os muriaeenses que vão à feira não podem contar com a sorte para não serem intimidados pelos flanelinhas. “Todos precisam se sentir seguros, e é por isso que realizamos esta campanha de conscientização. Os motoristas que vão ao Mercado do Produtor Rural precisam ter certeza de que vão estacionar com segurança, sem medo de terem seus veículos danificados caso se recusem a efetuar o pagamento indevido”, ressalta. “Essa iniciativa traz benefícios para todos, pois incentiva também as pessoas em situação de rua a procurarem ajuda especializada para conseguirem se reinserir no convívio social”, pontua.

Fonte: PMM




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2 comentários

  1. Na minha opinião deveriam sempre estar fiscalizando. Em época de exposição e dia de show no parque de exposições, só consegue estacionar se fizer esse pagamento indevido. O q fazer nessa situação? Chamar a polícia resolveria?

  2. Não tem que fazer campanha não! Se a PM não sabe ensino agora: Isso é crime: Art. 328 do Código Penal – Usurpar o exercício de função pública:

    Pena – detenção, de três meses a dois anos, e multa.

    Parágrafo único – Se do fato o agente aufere vantagem:

    Pena – reclusão, de dois a cinco anos, e multa. A PM tem que agir com rigor e prender esses criminosos.

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