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Protesto dos caminhoneiros gera falta de combustível em Muriaé e região

O protesto dos caminhoneiros contra o aumento do diesel já provoca desabastecimento de combustível nos postos de Muriaé e região. A mobilização, em todo país, tem atos desde segunda-feira (21).

Nesta quarta-feira (23), alguns estabelecimentos em Muriaé começaram a ficar sem combustível, conforme pesquisa realizada pelo GUIA MURIAÉ. Em 11 postos da cidade, quase todos ainda continuam operando, mas com baixo estoque. Um posto de combustível, localizado às margens da BR 116, já está sem álcool e gasolina. Em um estabelecimento no distrito de Itamuri, o álcool acabou e tem pouca gasolina no estoque.




O cenário é o mesmo em cidades da região. Em Miradouro, em um posto só há álcool e diesel. Já em Leopoldina, um estabelecimento conta apenas com diesel.

Em Muriaé, os caminhoneiros estão reunidos na BR 116, na altura do bairro Bela Vista, e na BR 356, próximo ao SESC. Apenas veículos de passeio estão passando pelos trechos.

Hoje pela manhã, na BR 356, uma equipe da Polícia Rodoviária Federal parlamentou com os grevistas pedindo que liberassem a passagem de caminhões com remédios.

Assista ao vídeo:

Governo faz reunião para discutir greve de caminhoneiros

O governo convocou para hoje uma reunião para discutir a paralisação dos caminhoneiros. Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil),Valter Casimiro Silveira (Transportes) e Carlos Marun (Secretaria de Governo) vão conversar com os presidentes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Mario Rodrigues, da Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes. A reunião será na Casa Civil, no Palácio do Planalto, em Brasília.

A paralisação que completa três dias nesta quarta-feira provoca desabastecimento de mercadorias e combustíveis, além de problemas de trânsito e congestionamentos. Também há relatos de reflexos na aviação civil.

Os caminhoneiros protestam contra o preço dos combustíveis, especialmente do diesel, em rodovias do país e a cobrança de pedágios, mesmo quando os veículos estão com os eixos levantados. O protesto é por tempo indeterminado.

Ontem (22), o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, confirmou acordo feito entre governo e Congresso Nacional para redução do preço do diesel. Guardia disse que o governo eliminará a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre o diesel e, em contrapartida, os parlamentares devem aprovar o projeto de reoneração da folha de pagamento.

A medida precisa ser aprovada pelo Congresso. O assunto é tema de uma audiência pública hoje na Comissão de Minas e Energia na Câmara. No próximo dia 30, haverá uma nova rodada de discussões durante comissão geral no Congresso.

Fonte: Guia Muriaé, com informações da Agência Brasil

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