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Professor e escritor belga ministra palestras em Rio Pomba, Barbacena e Muriaé

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG) vai promover uma série de palestras com o escritor belga Luc Vankrunkelsven. Com o mesmo título do último livro lançado por ele, a palestra “Oásis: força planetária para uma nova Primavera” tem a agricultura social e economicamente justa como tema.

A primeira exposição aconteceu na quarta-feira, 29 de junho, no Campus Rio Pomba. No mesmo dia, o Campus Barbacena também recebeu o escritor. Nesta quinta-feira (30), o evento foi no Campus Muriaé.

Além da palestra, haverá a exibição do vídeo “No ritmo da lagarta”. Luc Vankrunkelsven é fundador da Wervel na Europa, uma ONG que trabalha para uma agricultura justa e sustentável.




A parceria com o IF Sudeste MG não é novidade. Ela começou anos atrás através de um convite do professor Eli Lino de Jesus, do Campus Rio Pomba. E na última terça, 28 de junho, foi assinado um documento oficializando o convênio.

“Alfabetização do consumidor”: parceria pela conscientização

O escritor explica que o livro, estruturado em capítulos, fala de forma simples de coisas que tendem a ser complicadas e, mais do que problemas, aponta possíveis soluções: “A palavra oásis foi escolhida porque dá a ideia de esperança. Não é bom trabalharmos como ilhas, precisamos ser oásis para ganharmos forças e encontrarmos outros meios de produção”.




Luc Vankrunkelsven acredita que os consumidores precisam conhecer o processo produtivo, por isso, seu trabalho se destina, entre outras coisas, a fazer uma “alfabetização do consumidor”. Segundo ele, muitas vezes sabemos qual é o problema, mas não o motivo de ele existir. Como exemplo, ele cita a soja, que é produzida no modelo de monocultura e que enriquece os grandes produtores, mas não favorece o pequeno produtor brasileiro. “Esse sistema não é sustentável. Eu critico o processo internacional de exploração. Precisamos pensar o local em relação ao global. A agricultura familiar, que é responsável por 70% da alimentação do brasileiro, é uma alternativa”, afirma ele.

O pesquisador acredita que a agricultura familiar, bem como a agroecologia, e, além disso, o conhecimento dos processos produtivos, podem conferir mais liberdade ao agricultor e ao consumidor: “Agricultores podem ter autonomia. Os consumidores devem ter o direito de decidir e interferir no processo de produção dos alimentos que consomem. Não devemos ser dependentes dos grandes produtores e exportadores”, alerta Vankrunkelsven.




Através de suas palestras, o escritor pretende disseminar novas ideias entre os jovens: “Espero plantar a semente de uma nova forma de produção. Pois, para ser ecologicamente justa, a agricultura precisa ser socialmente justa”, aponta Luc Vankrunkelsven.

Fonte: Fernanda Coelho / IF Sudeste MG

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